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quinta-feira, dezembro 27

Mais perto do céu? ou...


Para onde nos leva essa globalização, o progresso económico, e todas essas conjecturas em prol de uma riqueza efémera na maioria dos casos?

Parece que a resposta já foi dita inúmeras vezes, pois tal é a fé com que os “surdos” ouvem e acreditam nestas histórias, e os “cegos” esses prevêem um futuro brilhante.

Grandes “pestes” nos destroem, agora mais silenciosas, lembro que nos anos oitenta, era como que permitido falar “da sida”, agora o Sr. SIDA, TABU!?

Sim que ele ainda vai encher os bolsos a muita gente, desde que o Magic Jonhson, se tornou num dos embaixadores silenciosos da cura, o segredo da cura, esse, tornou-se numa nas maravilhas do planeta, qual Coca-Cola.

E a educação? Isso mesmo ler, instruir, formar, educar. Será que estamos a ter cada vez mais jovens sabedores, com certeza que sim, esse é um dos caminhos, mas não se enganem que não é ainda prioridade, na maior parte dos países.

Lembra-me a Venezuela, em que o Chavez, desde que tomou o poder garante uma refeição por dia a todos os alunos de maneira a convidá-los para irem à escola, são tretas, são só coisas, o dinheiro dá para bem mais, bem mais, não se iludam que o petróleo é soberano.

Ou armas, os suíços ainda fabricam armas, para além de chocolate…

E as mulheres? Meus caros amem as vossas mulheres!

Sejam amigos desse ser magnifico que o mundo não está fácil, saibam que, a industria mundial do tráfico de mulheres é geradora de aproximadamente quatro mil milhões de dólares, e a tendência meus caros, se tiverem a coragem para sair à rua, pelas nossas ruas, no nosso Portugal, o que mais se vêem são cada vez mais lojas de prazer, com cada vez mais glamour, não contribuam para o aumento dessa merda.

Saibam que foi feito um estudo estatístico em todos os continentes, em 2004, o estudo revela que dos indivíduos portadores do vírus da sida, com uma idade compreendida entre os quinze e os vinte e quatro anos, 75% são jovens mulheres.

Com tendência a aumentar…

Queria falar dos aspectos positivos, do que vem lá, mas sei lá, descubram vocês, que já estão avisados do mal que nos rodeia. Saibam o que se passa na Índia na China, essas, que se não houverem boicotes, do tipo novas doenças, terrorismo, serão um lugar novo, com enorme potencial, saibam mais…

E se não nos descobrirmos mais teremos um ano novo para exalar o fresco do nascer do sol no todos os dias, eu quero isso para mim, depois de estar a ler livros que mostram um mundo cada vez mais manipulado e indiferente, decidi partilhar convosco um pouco de mim, hoje, aqui, sentado na sala com a enciclopédia da Lello Universal ao meu lado, dando-me o “seu” parecer sobre questões do foro gramatical.

quarta-feira, dezembro 19

O nosso planeta é forte! Muito forte!

Se no beijo da vida me ficaram em falta as palavras para descrever o que mais me fortalece, eu irei repetir, um post com o qual gostaria de me identificar de forma intemporal.

Abraços e se não nos descobrirmos mais.

Feliz Natal, em que tudo se consiga fazer ;o)

Beijo da Vida


Não conseguia dormir, até que me lembrei de ligar o ipod para ouvir uma voz suave que me embalasse, me fizesse esquecer, e assim adormecer…ao invés acabei por me lembrar, foi do forte vento que soprava em tempestade que com a mistura da musica da sade, kiss of life, me fez sentir remorsos, de ter “perdido” uma amiga há tempos atrás, e talvez até ganho uma inimiga. -sim, ou sim ou sopas,

Lembrei-me da última mensagem que recebi dela, “não sei se vou voltar a ser tua amiga” dizia, abalei, pensava para mim, que mal fiz eu!? Devo ter sido péssimo! Para me responder assim, continuava, será que há tempo neste mundo que nos valha, para limpar a merda que nos cobre? – Não sei, sinceramente, mas espero o tempo que for preciso.

Comeu-me as entranhas ler essas palavras, ali, senti que tudo estava no chão, mesmo tudo no chão.

Só o amor á vida nos pode dar algum senso de perspectiva nesta altura, a luta de ser feliz será esse o seu contratempo, aleluia irmã.

Quero aproveitar os dias que seguem, nos entre tantos de sorrisos e cólera, soluço balbuciando pela casa enfermo de whisky, cansado de chorar, sem pena de mim, apenas resignado com a vida, resignado com a condição que é vida dos homens sem fé nos outros homens, na natureza, na humanidade, mas não eu, apenas chorava por me encontrar naquele lugar…

donde se alcança o horizonte, e donde se vêem os homens caírem de tanto lutarem, ganharem, perderem, lá do alto donde se percebem as vicissitudes dos abraços fortuitos que se recebem, em mensagens sem grande carga, ainda assim estão lá os pequenos traços da ilusão do que é querer viver em harmonia,

…daquele lugar lá do alto do cume, em que me vejo sentado sozinho, ao sabor não do vento forte e frio que sopra, mas das brisas frescas de verão, com fé de que se houver reencontro, estejamos os dois em paz, que mais se pode querer, que mais se pode pedir, com os anos de aperfeiçoamento ou melhor será dizer sofrimento, que estejamos os dois em paz, para então nos perdoarmos em paz.

segunda-feira, dezembro 17

Eterna busca


"Minha aventura é a Sagatiba, minha aventura é a Sagatiba
Saga quer dizer em busca
Tiba quer dizer eterno
Sagatiba eterna busca do valor mais puro
Da pureza dos olhos de quando se ama... alguém
Do calor, da beleza, do sonho puro
Da delicadeza, do lábio que beija, da leveza das mãos que te fazem carinho
Do atleta que veste, que sua a camisa
De uma mão que segura, outra mão que precisa
De uma vela que acende pra reza da noite
De uma gentileza bonita que se faz aqui e ali
Nessa vida pro bem
Nessa vida pro bem"

Seu Jorge


Gostava que fossem minhas, essas palavras...

sexta-feira, dezembro 14

Metamorfose Ambulante


Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!...

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...

Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Do que ter aquela velha, velha
Velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo...

terça-feira, novembro 27

Seu Jorge


Há algumas semanas atrás, desloquei-me até Lisboa, tinha na ideia ver ao vivo, um espectáculo de musica com uma nova sonoridade, em português mas mais doce, um estilo de anos oitenta, estilo funk, com um sambinha de pé de chinelo, e uma das personagens que mais me tem cativado nos últimos meses, de forma fascinante, pelo timbre da voz, e pela carga de emoções vividas que comporta ao cantar.

É difícil ficar indiferente, porque é bom, tem qualidade, é descontraído para caramba, e a musica é verdadeira, eu gosto.

Foi o máximo, do nada fez-se o tudo, e, por mim teria ficado por ali, o momento foi simples, mais simples, não podia ter sido.

Um tipo de pessoa como o Seu Jorge, é um exemplo para todo o mundo, para nós para a humanidade, temos de saber ceder e deixar que da tragédia nasça o artista.

Foi assim que aconteceu na realidade brasileira, e julgo eu, tem sido assim desde que o homem é.

Pois é, mas tudo tem que ter um pouco de caos, de tragédia, não se deve sequer, evitar de todo essas duras verdades, para quê?

Se eu só estou aqui de passagem, vou aproveitar e beber o néctar doce que nos dá a provar a vida.



Foto do Goulão

quinta-feira, outubro 18

Diariamente

Para calar a boca: rícino
Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
Para adidas: o conga nacional
Para o outono: a folha, exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma toca: bobs
Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho
Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagi
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta:
Diariamente.

terça-feira, outubro 16

Apaixonadamente


Definir-te é tão fácil, é tão fácil de gostar de ti, tão fácil de te entender, fácil de te querer, muito tempo, uma vida ou um instante, doce, terno, meigo e forte;o).

Que línguas falas? Que não é aquela a que estou acostumado a ouvir, mas quando fala é-me tão fácil compreender, porque te quero tocar.

Que forma de andar, essa!? Que logo percebo, julgo com carinho, e antecipo com paixão, me faz aquecer as mãos, e esquecer que o tempo tem camadas, de momentos tão bons como agora.

Esse teu olhar, é lindo de enfrentar, não me deixa vacilar, faz-me continuar…


terça-feira, outubro 2

Certamente II

















Se chovia? Já não me recordo, apenas me lembro que ia a passear distraído como é habitual, numa dessas ruas tentando apreciar as coisas que acontecem todos os dias, ver pessoas, ver caras.

E foi num dia assim, simples e normal, que do nada ela veio ter comigo, era linda, que feições, um anjo na terra, olhos azuis, cabelo comprido, ondulado loiro, o nariz, de quem gosta de aprender, o corpo, que corpo as formas de mulher perfeitas.

Disse-me que gostava de mim, de uma forma abstracta, fiz seiscentos quilómetros só para a poder ver ao perto, de perto, só para a conhecer.

Podia muito bem ser a mulher dos meus sonhos, a mulher da minha vida, lembro-me de quando era mais novo, querer ser o homem de uma mulher assim, que se deixa consumir pelos prazeres da vida, lembro-me bem, e mais vincada se tornava a ideia, á medida que o tempo passava e os nossos braços se tocavam, inocentemente, sem qualquer malícia no pensar, apenas se tocavam, como a chuva toca nas penas de um pardal, o nossos olhares, esses já não eram tão puros, mas também…

Já não somos nenhuns miúdos, ou não, quem sabe, eu senti-me um puto outra vez, tive de me decidir, como se não houvesse mais nada no mundo, que aquelas duas opções:

- Querer o que deve ser querido e almejado, num mundo de consumo e extravagância, de elegância e glamour, ou ir mais longe e compreender o impensável.

… Há apenas uns pares de anos atrás, quem era? O que eu sou, descobri o que eu sou, isso não acontecia se fosse outra a idade, o calo, a dor, de quem precisa de se sentir realmente amado, não sei de onde vinha essa força, talvez da minha infância reguila e determinada em ser puto a todo o custo, mesmo quando queriam que crescesse e fosse já esperto, para dar esperança, o nome da minha mãe, Esperança, mas sei o que descobri, que eu é que sou ingénuo, quase a roçar a estupidez, não dos actos em si, mas do mal que provocam, no período que se segue, como um set de forte ondulação, que sem descanso me abana a estrutura, tal qual um tsunami.

Mas sei que hoje teriam orgulho em mim, os meus, não foi nada de especial, eu sei, mas se somos todos escravos do que precisamos como diz o Jorge Palma, sei do que eu não sou escravo, isso eu sei, gosto de correr ao ar livre, de olhar as pessoas de frente, sejam elas quem forem, de passear de bike na floresta do Ludo, de fazer bifes de vaca ao pequeno-almoço, de olhar os amigos de frente, de dizer o que sinto, por muito que isso nos custe, de saber que o mundo é selvagem por natureza, e que em cada homem, está um responsável, por uma fatia de crença, confiança, amor, de humanidade.

O rir e o chorar, quem o faz sabe do que eu estou a falar, é um dom, nos dias que correm, rir de verdade, sabendo que isso é importante, contar como correu o dia, fetiches sexuais, desgraça, miséria, o mundo somos nós, e isso, essa merda do Iraque, a poluição, o consequente degelo, somos nós, quem mais senão nós, vive-se em época de consciência, por muito que nos custe, os espertos, são os mais parvos, sei que o são, quando me sento a ver o mar, e posso sonhar devagar…

Eu sei que sim, certamente que sim, eu sinto cá dentro, que sim, eu sinto, sim...

quinta-feira, setembro 27

Certamente

Tu deitando a carta certa, uma música e tanto, o significado das palavras, esse, faz sentido aquando das situações, escreve-se, depois faz-se, faz-se, depois escreve-se, tanto faz, não importa desde que tu deitando a carta certa, é só buracos nesta estrada que percorro, elas lembram-me teias, eles muros de betão, eu, vou deitando cartas certas…ou certas cartas, entretanto

sábado, setembro 15

Atentamente


Enquanto percorro este beco encolhido
Dou comigo a sufocar
Em lugares que se alternam como o dia e a noite
Vou me tentando libertar
No que me prende o critério
Na estrutura do meu corpo
Vou esmurrando os espaços vazios
Na demanda de me acalentar
Enchem-me a sala de estar agoniam-me o pensar
Parado
Só me resta esperar
Activo.
Atento,
Religioso…

quinta-feira, setembro 13

Perdidamente


Depois de uma manhã que começou tarde, por me ter esquecido de ligar o despertador, acordei já o sol brilhava.

Não faz mal fui pensando pra mim, enquanto, me dirigia para sala à procura do telemóvel, com intuito de avisar a malta no trabalho, que eu ia, só que ia tarde, tratei de tomar o pequeno-almoço antes de sair de casa já que mal por mal, trato-me bem...

chegado ao lugar de labor, foi reposta a normalidade dos outros dias, quebrada apenas, por volta da hora do almoço, quando uma cliente dos seus sessenta aninhos se dirigiu a mim, para tratar de um assunto, que não vou referir por motivos profissionais.

apenas precisam saber que a mulherzinha queria comprar um carro, e como é óbvio precisa de dinheiro para ter o carro, entretanto, foi-se fazendo conversa de passar o tempo, e eu com a minha falta de à vontade nestas coisas disse-lhe que sim, que era preciso o dinheiro e saúde, e apenas isso, não sei se o disse com convicção a mais, ou não, mas sei que a mulher me contra-respondeu perguntado-me:

- e o amor incondicional?

a minha resposta ainda foi pior que a primeira: - isso logo se vê! respondi apressado e tenso por não conseguir perceber o que se estava a passar, estive quase a dizer-lhe para não perder tempo com isso.

Agora, pergunto eu a voçês, o que será que a mulher queria? eheh!? Pois claro, conversa e mais conversa...



"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!" Florbela Espanca

segunda-feira, agosto 27

terça-feira, agosto 21

Interiormente


"Saio porta fora, e tu ficas aí.."

É mesmo assim, yo yo...

Ás vezes, quando componho as letras das minhas canções, muitas vezes, faço-o de improviso, vou fixando as palavras á medida que elas me saltam da boca, tentando apenas dar-lhes alguma direcção, algum sentido, mas na maioria dos casos em que me sinto mais à vontade, vou balbuciando ao acaso, é como se não fosse eu a ditá-las, sei lá, só sei que, analiso o que escrevo, e é só quando o faço, que me dou conta do que queria realmente dizer, é mesmo! Estou a falar a sério, e nem sempre me agrada, mas sempre me surpreende.

Vou deixar aqui o meu último exemplo, faz tanto frio cá fora, começa como quase tudo, sendo parte de uma relação, entre um homem e uma mulher:

"Saio porta a fora e tu ficas aí
Já foi hora agora é tarde e só me tenho a mim
Faz frio tanto cá fora que juro que me vou embora."

(as mulheres e os homens), dizem que eles sem elas não são nada, isso não sei, sei que sem elas não há pimenta, não há tempero, não há calor e pior nem se sente o frio.

Como o dar à luz uma criança, se nos pusermos no lugar de um bebé no ventre da sua progenitora, imaginemos, fechar os olhos, e pensar, o que era bom já foi, agora, o que lá vem é o frio, o vento forte que é a vida, o frio da vida que nos obriga a querer um pouco mais, a fixar raízes fortes e em lugar seguro e sólido "faz tanto frio cá fora, juro que me vou embora daqui, para dentro de ti"

Começa uma luta, outra luta…

sábado, julho 28

# 90



Ainda, esta semana me custou, mas percebi, um pouco mais o que significa gostar, gostar de alguém, de um país, do mar da sua natureza selvagem, rebelde e misteriosa, o que significa defender os nossos ideais, os nossos mais profundos valores, da família, dos amigos, do que significa, ficar de fora, quando por opção, adulta e criteriosa, nos é dito que não, quando por opção adulta e criteriosa se organizam e fazem-se guerras, quando por opção adulta e criteriosa, me salvaguardo os sentimentos de compaixão com o próximo, enfim:

- Adultos, que significa isso, que cada vez que falamos temos de assinar por pequeno o nosso documento, e levar debaixo do braço, a nossa palavra, contra tudo e contra todos, e aquando, da imensidão e do desespero, a nossa própria condição mais tarde nos diz, que lutamos contra nós mesmos? E aí quem nos irá salvar? Uma musica, uma canção? Talvez.

Talvez sim, ou apenas, talvez demore o não.

A Beatriz, é uma canção do Chico Buarque, a ideia que me traz, é a da curiosidade, de conhecer alguém de quem se gosta, aquela pessoa, que tanto me diz, e nada me dá,e por essa razão fico de fora, como um adepto do futebol, que ouve fora do estádio, o ressoar da multidão aquando do golo, da sua equipa de coração. Dá-lhe co’a alma!

terça-feira, julho 10

compreendo


Olá pessoal, que tal vai tudo?

Tenho andado em devastação laboral, estou a conhecer mais coisas novas todos os dias.

Com todo esse carrossel de realidades, recente, a paixão aí investida liberta a pouco e pouco, igualmente o meu carácter, daí, ter hoje considerado, escrever cá neste sítio da UALG que me dá imenso prazer.

É tão fácil deixar cair em desacostume, todas as qualidades que se nos propusemos a melhorar, de que forma é que isso acontece? Perguntam vocês: ora, em função do trabalho, serviço esse que me enriquece, como homem, como pessoa, como eu sempre quis que fosse.

Mas, esse cansaço, de que tanto me falavam: - falas assim agora, quando trabalhares quero ver essa energia toda! Existe, e…

Por muito que me custe a admitir, tenho andado com o cansaço, tenho tido o corpo mais pesado, tem sido mais difícil, dizer que sim, a todas os acontecimentos.

Mas tenho dito que sim às coisas, que me fazem bem, tenho feito um esforço, procuro por este meio dizer, que estou em batalha interna, se me ajudarem, será um tremendo acto de coragem, já que sinto a força cá dentro, e só não pus já o próximo capítulo da viagem à Europa, por que me sinto bem, e acho que sim.

Que tenho cá dentro de mim a inspiração, revejo-me nos meus e não me desiludo, vou procurando entender, aprendo, aprendo e compreendo.

quarta-feira, julho 4

Hummer


The Smashing Pumpkins

Passei primeiro por Roterdão IV


(...)Resignado, com a condição de querer aventura – querias aventura!? Agora joga! Ia saber o que me esperava, ao subir as escadas, de caminho, para a minha habitação.

Enquanto galgava os degraus, ia percebendo estrondos, de portas a desancar, estranho, não fazia sentido, o recepcionista tinha sido claro, nesse assunto: – não se pode fazer barulho, ok!? - Ok.

Numa atitude de, borá lá pessoal, cuidei, vem um português, hoje, vai ter de haver chinfrim, estes holandeses, talvez haja estranhezas, ao subir o segundo lance de degraus pude enfim presenciar, agora, via com esses olhos, os meus olhos, o estrondo, donde ele vinha?

Um tipo, mal encarado, possante, nos seus quarenta anos, talvez menos, ao estilo dos cavaleiros da estrada, das Harley Davidson, entre o género Hells Angels ou assim semelhante, cabelo crescido, seboso, com fortes entradas, todo tatuado, em cuecas, ah pois, aquilo era tudo dele, rijo o suficiente, para se bater num mano a mano, ou talvez mais, abria as portas do hotel, sem que ninguém lhe fizesse frente.

Ao subir os degraus, agora, degrau a degrau, cada vez mais inquieto, aconteceu, estava ali, olhei-o de frente, vacilei, não sei olhar de outra forma, tenho de trabalhar isso ainda, estava ansioso, talvez não esteja no teu quarto, foi o que me deu para pensar, o ímpeto para desvendar qual seria o cenário.

Nada fiz, tentei não me precipitar sobre isso, procrastinei, fui ver onde eram as casas de banho, preparar o dia seguinte, procurar um cacifo, que agora era mesmo inevitável, para deixar o saco.

O indomesticável, desapareceu, numa casa de banho, dentro de uma das portas que maltratava, aquando da passagem.

Pagava-se, para deixar o saco no cacifo, paga-se tudo, numa sala vazia, onde se ouvia o trepidar de baixa sonoridade da luz eléctrica, de uma máquina de jogos, ali espetada, na cave.

Abaixo da recepção, a sala, era composta por uma cozinha, conjunta, unida, mas sem sinal de vida, àquelas horas não se cozinha, uma máquina de Pimble, uns cinzeiros com restos de charros, beatas de cigarros de enrolar, radicalmente carbonizados até às unhas, eram o testemunho de que o homem tinha andado ali, eram à volta de quarenta cacifos, guardei o meu saco maior, levei comigo a mochila, com os meus documentos e dinheiros.

Voltei a subir, desta feita mais brando, nas escadas, cruzei-me com um grupo de miúdas, vinham de uma saída de copos e disco, cinco raparigas, de traços suaves, que me olhavam, como um homem sedento de água, olha para um oásis no deserto, meninas dos papás, estavam em viagem pela Europa, aparentavam um estado de realidade bem diferente do meu, ébrias, mal sabia eu, o que ainda estava para descobrir, iam dormir, rir, dormir, rir de tão contentes que se lhes tinham posto as ganzas de Roterdão, provavelmente, ficavam reunidas num só quarto, sem esquisitos.

terça-feira, julho 3

Chão


Eu não olho
Eu não minto
Eu não espero
Eu não sinto
Eu não mando
Eu não sofro
Eu não grito
Eu não falho
Eu não ligo

Vejo o dia a andar
Procuro saber se eu sou
Mais uma pedra no mar
Só para saber onde eu estou
Para te poder abraçar

Esqueço que morro
Esqueço que passo

Vivo cada dia vazio de abraços
E lá vem a onda
A onda que me leva aonde uma acaba
Aonde tudo começa outra vez

Vejo o dia a andar
Procuro saber se eu sou
Mais uma pedra no mar
Só para saber onde eu estou
Para te poder abraçar

Oh por favor
Diz-me se isto é chão
Fala-me de amor
E dá-me uma canção

segunda-feira, julho 2

Tinariwen


é isso capitão, está aí o som do além, o segredo desta merda toda está na música, beijos, abraços e boa semana.

domingo, julho 1

Bonomia


"Qualidade do homem que é bom, afável, simples e crédulo."

Esta semana foi bem amalucada, conheci o festival med em Loulé, med vem de mediterrâneo, é um festival no mínimo sui generis, pela localização, no centro velho, da cidade de Loulé, confere um grau de antiguidade, ao evento.

É um acontecimento preenchido, e bem, por toda a gastronomia, igualmente do mediterrâneo, alcançando a Grécia, passando por Portugal, até aos antigos, do Egipto.

A parte que mais me agrada, nestes acontecimentos, é sem duvida, a descoberta, a descoberta de nós mesmos, de pessoas, sabores, de novos e diferentes sons ou formas de expressão artística, contudo, não posso deixar de frisar, que a maioria das pessoas, que lá encontrei, tinham um brilho no olhar, as miúdas, estavam lindas, que quase chega a ser sensual, romântico, sexualidade.

Faz bem à pele, ir ao festival med, ainda temos mais festivais para ver este verão, como o festival de musicas do mundo em Sines, o qual descobri, através da minha amiga Inês, há dois anos, onde a surpresa foi geral, ainda me lembro de estar à beira da praia, a tentar comprar o meu jantar, naquelas filas de tempo ilimitado, e sentir um balanço, nada frequente, uma toada que aliava o rock ocidental, à tradicional, cadência rítmica africana, deveras forte.

- Quem são estes gajos? Perguntei. - Ba Cissoko. Respondeu o João. - Donde vêem?
Tornei a questionar. - Da Guiné Conakry. - Muito bom! Verbalizei fechando o diálogo.

Foi bonito, uma massa de ocidentais, aos pulos, num recreio de ritmos, batidas, e vibrações jogando com a banda africana, sentia-se tudo em transe, naquela grandeza tudo era possível, tudo era possível, todos éramos um só.

Sou muito forte, como tal, levei a minha mamã a ver hoje o último dia de concerto, lá fomos os dois, duo Angola Brasil, agradável, já que a mãe é de Angola, teve tudo a haver.

Mas, sabem como é, muita gente, malandragem jovem, tudo a ocupar espaço, não havia cadeiras, tive de agir, batalhei, não obtive sucesso, diziam-me: esta está ocupada.

Ai meu Deus, que me estava já a irritar, a determinação das pessoas, a defender o que não era de ninguém, enfim, não me deixei aborrecer, agarrei no engenho, e á boa moda portuguesa, levei de vencida a guerra.

Oh amigo, desculpe lá é que tenho ali a minha mamã de pé, arranja-me uma cadeirinha? Por favor? - Pode levar o prato e tudo se quiser. Respondeu o cozinheiro, sim. Ataquei a parte da retaguarda dos restaurantes, do Palco Bica, onde a noite anterior, tinha terminado, com uma serenata de jazz.

Sentei a senhora mãe, fui procurar uma cerveja de pressão, uma imperial, a da glória, apreciei cada golada, agora, residia no meu mais cuidado bem-estar, harmonia, as famílias acompanhavam com palmas, os ritmos brasileiros, das duas guitarras clássicas, os brasileiros chamam violão, conseguia gozar, enquanto sorvia as palavras do português do Brasil, que bem que se está no Algarve, pensava, ou em Loulé, é isso mesmo, ele há dias assim.

sexta-feira, junho 29

Só Tu e Eu


Só tu e eu
Num lugar contíguo
Onde o sol traz o calor
E em conjunto contigo
Faz destilar o amor
Que eu posso encontrar
Por baixo de uma pedra qualquer

Mas, serás tu?
Quem eu, outrora fintei!?
…só tu e eu

Pra me perder
No momento
Pra me privar da razão
Asfixiando a alma
Sendo quem não sou

Adormecer, acordado
Como, quem não quer ver
Se
Serás tu! Se serás tu!
Quem eu, outrora fintei!
Só tu e eu
Só tu e eu
Só tu e eu
Só tu e eu

quinta-feira, junho 28

mas que nada

mais que nada...


- Obrigada, por seres forte
- Quem eu?
- Tu sabes que sim
- Quem eu?
- Nunca desistes?
- Quem eu?
- Odeias-me quando te sou indiferente?
- Quem eu?
- Odeias-me?
- Claro que não!
- Gostas de mim?
- Claro que sim!
- Obrigada.
- Ora essa, somos feitos de pó e ao pó voltaremos.
- O quê?
- Nada de nada.
- Como nada!?
- Nada, é o que te digo!
- Como é que podes gostar de alguém?
- Quem eu?
- Estás te nas tintas?
- Se souber o do que falas, digo-te onde estou?
- Vais te? Vais te embora?
- Oh linda só quero que me vejas, como sou, aqui, eu estou mesmo aqui, ao teu lado.
- Obrigada.
- É um prazer.
- Obrigada por seres tão bom para mim?
- Quem eu…

quarta-feira, junho 27

Days go by Keith Urban


I'm changing lanes
I'm talking on the phone
I'm drivin' way to fast
And the interstate's jammed with
Gunners like me afraid of coming in last
But somewhere in the race we run
We're coming undone

Days go by
I can feel 'em flying
Like a hand out the window in the wind as the cars go by
It's all we've been given
So you better start livin' right now
'Cause days go by

Out on the roof just the other night
I watched the world flash by
Headlights, taillights running through a river of neon signs
But somewhere in the rush I felt
We're losing ourselves

Days go by
I can feel 'em flying
Like a hand out the window in the wind as the cars go by
It's all we've been given
So you better start livin' right now
'Cause days go by

We think about tomorrow then it slips away
We talk about forever but we've only got today

And the days go by
I can feel 'em flying
Like a hand out the window
As the cars go by

It's all we've been given
So you better start livin'
You better start livin'
Better start livin' right now

Cause days go by
I can feel like 'em flying
Like a hand out the window in the wind as the cars go by

It's all we've been given
So you better start livin' right now

Cause days go by
These days go by

So take 'em by the hand
They're yours and mine
Take 'em by the hand
And live your life
Take 'em by the hand
Don't let 'em all fly by

Come on, Come on now
Don't you know the days go by

Não tomo café


Tem sido assim, acordar cedo, muito cedo, cedo demais, arvorar da cama às sete horas em ponto, calcular o caminho para a casa de banho, na companhia de raciocínios fracos e sem chama, fruto da manhã absorta, o duche, que me substitui o café, pois, não tomo café, vestir, fazer o nó de gravata, (já sei fazer a merda do nó) por acaso estou a gostar, preparar-me qualquer coisa para comer antes de abalar, tipo leite quente com o chocolate ovomaltine, uma torradinha barrada a manteiga, não! - Sem ser de amendoim. Por acaso, hoje, tive direito a surpresa.

A mamã estava na cozinha, e quando eu ia pronto a pegar no assunto, já lá estava o sumo de laranja natural, lindo! Com a sandes de fiambre, malta, toma lá atenção! Estou a falar das sete e um quarto da manhã, foi um choque, que choque foi para mim, mas, atribuí o valor, antes de sair e fechar a porta atrás de mim, confiei o meu sincero obrigado.



Não consegui comer a sandes, não sei se por não estar já habituado a ter esse tipo de preparo, e aquelas horas.

Agora, já não faço bifes de vaca às dez da ma tina, parece que se me foi o estômago para tal. - Vai com calma !

Adormeço, na claridade, se me deixar ir, durante o percurso que me leva ao emprego, para evitar a privação, ligo o meu ipod ao rádio do carro, Seu Jorge, para abrir a pestana, na zona rápida, de quem sai da estrada de São Brás do Alportel em direcção ao aeroporto, essa via, esse espaço aberto, faz-me querer mais, leva-me consigo, coragem! Canto alguns versos do cantor carioca do Brasil, e abano a rotina, ainda antes de sequer pensar nisso, o sol já aquece bem, mas não, não bebo café.
Tem sido assim, acordar...

terça-feira, junho 26

Manteiga de amendoim


Manteiga de amendoim, pronto, já falei disso, eh, é que, tenho andado estes últimos dias com, a manteiga de amendoim na ideia, não sei como falar disso, assim sendo, manteiga de amendoim.

É mais fácil falar do que fazer, e é bem verdade, hoje, cheguei a casa, depois do trabalho e da voltinha de bike até a ilha de faro, e estava a minha mamã na sala a conversar c'oa vizinha do sexto.

Arrumei a bike no meu quarto, tinha pensado atacar o blogue, em seguida, atravessei a sala tentando não interromper a conversa, mas sem efeito, sem efeito significa que não houve transacção, a conversa encalhou na festa das flores (a festa do capuchos de Vila Viçosa é bem chique), vou estar presente, não sei se este ano, mas pelo menos uma vez, a vizinha encalhou no lugar, onde é feita a festa das flores, sabia que era algures no Alentejo, mas onde? - Não é Montemor, mas tem um nome assim parecido, falava em voz alta para si, compenetrada, quase preocupada.

Eu, em frente ao computador, tinha em mente escrever alguma coisa relacionada com a manteiga de amendoim, skippy, como o filme em que Brad Pitt, se apaixona pela colher de manteiga de amendoim, mas estava longe de me lançar sobre isso, estava sem ideias, e foi me, confesso espontâneo, estar atento, à procura mental, da minha vizinha nos arquivos da sua cabeça… – nunca mais comi sardinhas...Do nome da localidade em que se realiza a festa, onde as pessoas, constroem flores de papel, com ruas e ruas, assim enfeitadas, festas populares… – desde que fomos á deserta.

…sem ideias para a escrita digito: festa das flores, em seguida apareceram-me vários sites no ecrã do meu portátil, afinei a minha pesquisa, reduzindo os sites para apenas em português, calculei, assim que vi o nome: Campo maior, perguntei afirmativamente – Campo maior!? -Oh Nuno, obrigado pela ajuda, exteriorizou a vizinha, de forma natural.

Não achei que tinha feito grande coisa, mas sei que tinha sido melhor, que me agarrar à manteiga de amendoim, tal como os Sopranos, o chefe que vai à terapia, farta-se de comer à colherada nos dias de depressão por não ter morto alguém.

Abri a página, pertencente ao site da festa do povo, soltou-se a musica popular, a minha mãe e a minha vizinha, minhas como quem diz, ninguém é dono de ninguém, assim que se deram conta do facto de eu as estar a ouvir, debruçaram-se sobre mim, com jeitinho de mulher, admirando o slide-show que ia passando com fáceis imagens da festa.

A parte que no fim é de interesse, foi que, ao chegar à sala, a distância entre mim, e as duas senhoras, era uma, quando, acabou deixou de haver distância, quando a musica soou.

sábado, junho 23

Vamos ficar para sempre juntos

este homem é lindo, pela forma sincera como curte o que está a fazer, a música é simples mas espectacular!

Vejam, se estiverem na onda vão adorar, lindo clip;o)

Al Green - Let´s stay together

Gala desportiva da UALG 2006/2007


Vamos falar do basquetebol

Foi no basket que tudo começou, o espírito de equipa, suscitou a passagem de um plano real, transportado para o blogue da Ualg, que, para os mais atentos, cedo perceberam, que eu, Nuno Beja, aproveitei esta onda surf ando-a com toda a minha imaginação e criatividade.

Durante esta semana, exactamente na quinta-feira foi feita mais uma gala de final de época desportiva, das actividades proporcionadas pela Universidade do Algarve, com todas as modalidades presentes, e um jantar com dois pratos, um de carne e outro de peixe, pela guarnição oferecida, acho que também servia os vegetarianos.

Infelizmente não houve fotos do evento.

É uma óptima ocasião, onde os treinadores de cada uma das equipas, masculina/feminina e modalidade, dão uma palavra sobre as dificuldades de mais uma época, dos feitos alcançados, dos fracassos, tudo de uma forma, simples do desporto.

São ainda escolhidos os melhores exemplos, de cada equipa, os jogadores, e finaliza com uma noitada de, ainda delicada tradição na praia de Faro, com possível descarrilamento para a baixa de Faro.

Eu como agora trabalho, fiquei-me pela praia e ainda assim, o acordar no dia de sexta foi um pouco menos suave que o habitual.

Lembro que a seguir a mais um verão, este verão, teremos outra época no calendário 2007/2008, onde esperamos cada vez mais adesão, e vontade de crescer neste desporto, que com tão pouco que recebe, ainda assim, tudo me tem dado, abraço desportivo e obrigado.

quarta-feira, junho 20

terça-feira, junho 19

Passei primeiro por Roterdão III


(...)Acenei, em forma de adeus, tal como nos filmes, tentando ganhar a intensidade a cada momento, respirei, o bairro era cinzento, agora já estava a fazer o tal frio, característico daquela zona da Europa.

Só depois me voltei, dei de caras com o meu hotel, o tal hotel em que tinha feito uma reserva on-line, o StayOkay Hotel, ao espreitar, distante, da berma do passeio, através dos vidros embaciados, logo no rés do chão, podia vislumbrar, um grupos de adolescentes em redor de uma mesa de snooker, num lado da porta, do outro lado da porta, estavam clientes do hotel, em mesas de café, a tomar copos e cervejas de final de noite, eram onze e meia da noite.

Dei os primeiros passos, tranquilo, em direcção á porta, chegado à porta, apliquei um forte empurrão, queria entrar com tudo, porém, a porta não se abriu, só depois reparei que estava trancada, toquei à campainha, espreitei para dentro, outra vez, agora, via-os bem, os empregados na recepção, um homem dos quarenta anos e uma rapariga mais nova, a memória que tenho dela foi-se, ignoravam-me ao de leve, sem me fazer sentir mal, mas nada mais faziam, eu ia esperando, que findasse, o que um tinha para dizer ao outro.

Finalmente, um deles, o homem, veio ter à porta, abriu-a, fez-se o cumprimento e disse-lhe que tinha uma reserva em meu nome, o homem, indicou-me o caminho para o Hotel.

Ao entrar, pude sentir o cheiro, cheirava a um lugar fechado ao fumo de tabaco já de longa data aí arraigado, era essa a resposta ao nível de hotel que eu tinha arranjado, era uma sala comprida, mas de pequenas dimensões, assim que se entrava, defronte estava uma mesa de snooker, olhei rodando a cabeça sobre o meu ombro direito, desse lado estavam as mesas de café ao fundo, dessas mesas via-se a rua através de uma vitrina que ali estava, mais para dentro, estava uma escadaria, uma que subia, outra que descia, para a cave, onde se encontram os cacifos, andei, para o outro lado, fui para a recepção, oficializar o meu pedido, já que, aquando da reserva não fora debitada a quantia, era apenas na altura de entrada em hotel, que se pagava.

Tratada a parte da papelada, fiquei a saber que eu ia partilhar o meu quarto, com mais cinco estranhos, ainda tinha que fazer a minha cama àquelas horas, caso quisesse dormir decentemente, num lugar limpo. – que irei encontrar quando lá chegar ao quarto? Pensava para mim…

Björk

Comportamento


O seu ego era enorme, a sua quase, mesquinhez, vontades de ganhar de agarrar o que lhe não era de direito, tinham-lhe custado, mais alegria, mais calor, mais sorrisos, atenção, mais paz, e mais amor.

Assim, foi andando, consciente, de que tardava a ser melhor, melhor criança, melhor homem, melhor amigo, melhor vizinho, melhor irmão, melhor filho, tardava em sentir carregar, consigo ao peito, também melhor coração. – Tu nunca hás-de mudar! – Hás-de ficar sozinho! Só pensas em ti, e em mais ninguém.

Os anos, como o tempo, não vacilam, e como um rio, foram-se passando, nessa vida, ao longo do percurso, este homem, hoje um homem, foi vivendo, aprendendo, toldando situações.

Em que se lhe era exigida, muitas vezes, umas vezes a bondade, outras vezes a paciência, mas e os erros, esses, sucediam-se depressa, já que, nem sempre se lhe escorria a bondade, e muitas vezes, se lhe vociferava a força, descentrada, rebelde, repentina e por consequência, uma força frágil, e inconsequente.

São precisos degraus, eram precisas etapas, foram precisas escadarias, de isolamento, de desconexão, até, se ver defronte, do meu portão. – Tenho de lá chegar acima!

Cá de cima, sinto-me ainda mais pequeno, a vontade ainda cá mora, ainda quero ganhar, o veneno!

Ao veneno, construí-lhe um canal, a ver se não me distraio, de lhe fazer sustento, ao bem, que cá dentro de mim eu sinto, tento regar-lhe todas as semanas, quando o faço, quando o rego, sussurro-lhe palavras de sucessos que se lhe ajustam ao cultivo e ao crescimento.

À paciência, a essa sozinho não consigo dissolver, mas cá de cima tenho-te pequeno ao meu lado, Nuno, ajuda-me a ser mais homem, como tu foste em criança, como eras em Luanda, onde em dias de praia, te deixavas, e vias ao longe, a linha do horizonte, a que chamavas o fundo do mar, muito bem.

Agora, junto-lhe a força, e que força, agora concentrada em ti, em mim, em quem mais, vier por bem.

São precisos degraus, amigos, estupidez e curiosidade, assim que arrisco, me descubro, assim que arrisco, me descubro, ao tentar dar-te, parte do que sou, assim sei que sou, posso assim dizer que vou? Sei que irei, que vou, contigo…

segunda-feira, junho 18

desporto


"Prática metódica de exercícios físicos com o fim de aumentar a força, a destreza ou a beleza do corpo. Recreio, diversão.
A Antiguidade Clássica, especialmente a Grécia, praticou muito os desportos. A Idade Média praticou apenas os desportos de utilidade imediata, sobretudo para a guerra. O renascimento dos desportos na Europa Meridional começou nos últimos anos do séc. XIX.
A palavra desporto aplica-se hoje aos exercícios físicos, jogos, etc., praticados metodicamente, não só no ponto de vista do aperfeiçoamento do corpo humano mas também para a educação do espírito, tendentes a desenvolver as qualidades de energia, de perseverança e decisão."

té log

não é um grupo que eu escute com regularidade, mas tem muita qualidade, e considero a generalidade das musicas muito boa, com alguma melancolia à mistura, de qualquer forma, foi há algum tempo atrás, encontrei este clip no hi5 da Cris, foi mais uma, óptima surpresa,
a senhorita Cris tem bom gosto, não há como negar. beijinhos ;o)

ColdPlay - See you soon

sábado, junho 16

Tony Parker o "outro" francês


Após ter ganho o terceiro campeonato da NBA, Tony Parker acha que mesmo vencendo três campeonatos da NBA, nunca terá a mesma popularidade que Zinedine Zidane, defende o facto de o francês ser um futebolista, e esta ser a modalidade mais popular.
Esqueceu-se, foi de contar também com todos os outros desportos e paixões, que Zizou provocou com aquela tremenda e fenomenal "carecada" ao italiano.
Ah pois, os outros, nomeadamente, os adeptos de videojogos como o TEKKEN, ainda os adeptos de Wrestling, ou luta de vale tudo, é isso mesmo.
Ao “outro” francês resta-lhe continuar a ganhar títulos nos estados-unidos, casar com a Eva Longoria, e gravar um CD de Rap, e ainda assim, guardo reservas, a quem será o francês número um, em popularidade.
Temos de contar ainda com chefe de estado francês, Nicolas Sarkozy, que dizem ter dado uma conferência de imprensa c’os copos, nunca tinha ouvido falar dele até ouvir isto, eheh.

Balança, balanço ou balancê, hum!?

A análise de um balanço de um determinda empresa, deve ser feita com vista a identificar, qual a estrutura.., - o quê?
- Não era balanço? - Não, é balancê, cromo, vá, agora dança sacana!
;o)

hoje temos outro problema


Olá pessoal,
Estou contente, ultimamente a vida tem me dado coisas, tem me feito sorrir, até quando estou sozinho, e tem sorrido para mim, sim, a vida também tem sorrisos abertos, desprendidos, despreocupados e puros – abaixo os sorrisos de Gioconda, não quero esse tipo de dilema, ou enigma.
Ontem conversei, troquei pontos de vista com um amigo, enquanto, corríamos e fazíamos elevações nas barras do liceu João de Deus, no ponto mais alto de Faro, dali se tem um pequeno vislumbre, da baixa de S. António, eu, estou muito forte, a comprova-lo, fiz uma série de elevações, de dez, depois uma série de oito, e depois uma série de mais dez elevações, ia respirando de forma controlada, concentrado, e ao mesmo tempo a ouvir, o meu amigo, dei-me ao luxo de lhe conseguir responder, “pfsim”, aquando de uma puxada acima, em direcção ao céu.
Tagarelámos de coisas que é preciso falar, de força, de música, de arte, de relações sócias, de opções sociais, de outras vidas.
Daquelas que se almeja ter, em que não se precisam criar muralhas, ou barreiras, daquelas vidas em que, ser basta, e basta ser para nos confortar enquanto homens.
Tenho conhecido muita gente nova neste dias, é tudo novo, o lugar de trabalho novo, os cheiros novos, as cores, as primeiras semanas de alheamento natural, em que descubro, que a vida, às vezes é dura, crua, mas às vezes funciona.
Às vezes flúi com o timing (mais uma daquelas palavras), não é o mesmo que compreender, mas sim o timing, a altura de se dizer uma palavra-chave, que resulte em sucesso.
E se for a palavra errada, então, tudo o que se criou hipoteticamente, será igualmente destruído hipoteticamente, porque é isso que todos temos, no tabuleiro de jogo. “Orgulho e Preconceito”.
Vou continuar, perseverar, ainda há muito chão para conhecer, a caminho de me ver, pequenino, crescer.

sexta-feira, junho 15

eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles. nós e eles..???

epá não sei tive que ouvir, não sabes! pergunta ou escuta.

sete e sete catorze, mas...


É lógico que o que era bom por ser simples, se resume a isso mesmo, simples, a ser unidimensional, obtuso, ignorando, toda a capacidade exponencial, de ler um cenário, de compreender um cenário,
- Compreender, que palavra (eu gosto do que significa)! Como é a vida de adulto, por exemplo (talvez por ser forte), em que as dificuldades (muito forte) de ser completo (porque abraça o todo) se adivinham todos os dias, tal como as vantagens de ser independente (cria um conjunto fechado) e capaz de resolver e lidar com os problemas (e denso), sociais económicos e financeiros, ter a percepção do mundo, global, como um planeta frágil (compreender), que também precisa de atenção, a força que tem um ser humano munido da capacidade de comunicar, ao escutar e fazer-se ser escutado, por outros, que se interessam, e dedicam tempo a criar bases, fundamentos, chão, para caminharmos erguidos "homo sapiens".
É a três dimensões que as coisas são, não há outro caminho “there’s no other way”, computadores, matemática, arquitectura, medicina, jornalismo, grandes construções, até, já os telemóveis são da terceira, não dimensão, mas da terceira, ainda assim tem lá terceira, mas desta feita, terceira geração.
"Sete e sete catorze" mas espera lá, na te esqueças de abrir a pestana rapaz, que eu só sei o que sou, e quem não sabe é como quem não vê, tem a certeza do que sabe, e só disso.

terça-feira, junho 12

Under the Bridge

esta é sem dúvida um marco, no início da minha adolescência, desfrutem ;o)

segunda-feira, junho 11

Ela chegou sem me avisar


Ela chegou sem me avisar
Estava cansado, que dia, ufa
Doía, mas agora passou
Tudo que me atinge, agora sabe bem
Esta música, esta música
Vou ficar a ouvir
Esta música
Tomou conta do tempo
Como o sol de Gideão
As guerras, cessaram enquanto
As notas flutuavam os campos de batalha
Os livros dançavam o tango
A praia estava como nunca
Melhor que em qualquer outro dia
Quem diria
Que força
Que frágil
É esta música
Até dói
Mas caramba
Que me sabe bem
Sabe-me tão bem
Mais
É que foi no final de tudo
Quando, já tinham dito tudo
Ela chegou
Sem avisar
Como o vento que dobra as árvores
Da força de soprar
Os homens comoveram
Os espíritos choravam
Enquanto se lhes dava o ensejo
A riqueza que é escutar
Vem para me ensinar
Que agora que estás aqui
Temo não te saber ser
Visto que vieste sem conselho para me dar

domingo, junho 10

CHUTEI DE "BICO"


Hoje chutei de “bico”, fui jogar à bola c'os amigos, passaram-me a bola, e fiquei num espaço apertado, vi o Pedro desmarcar-se na grande área, estava sem mais alternativas, tinha de tentar o passe longo, já fiz antes, já o fiz tantas vezes, tentei mais uma, o timing, era terminante, chutei de “bico” não foi bonito, e também não saiu bem.
Mas quando se quer faz-se o que se pode, o que está ao alcance, ao meu alcance, ao nosso alcance.
Hás-de ver, também terás os teus dias.

sábado, junho 9

Por favor incomode-me


maybe tomorrow by stereophonics
linda melodia;o)

dá-lhe forte Carvalho!


E já que este é um blogue misto de desporto, e vidas, vou falar de um “portuga” muito forte.
O homem é um dos meus favoritos do futebol actual, nasceu em Amarante joga em velocidade e com base na força explosiva e na antecipação das jogadas, pra mim é uma inspiração, saber que há pessoal assim.
Tem um estilo próprio, e o percurso de carreira é bom, agora está entre os maiores, joga com o número seis na camisola, tem um metro e oitenta e quatro, e joga na nossa selecção dá-lhe Carvalho!

sete e sete catorze...


Noutro dia deixei-me levar, como que fluí com o ambiente, deixei a mente se soltar, dei comigo a perguntar, o bem que têm as coisas, o bem que tem as emoções, o bem que tem o mal, o bem que tem o hi5, o bem que tem em ter uma paixão, de carne e osso.
O bem que tem, é doce, é meigo, é intemporal, é cego, é cru, vivo, alegre, infantil, egoísta, verdadeiro, ainda que por breves instantes, maduro, ainda que seja só o durante, e acima de tudo fácil.
Como as primeiras equações algébricas, um e um dois. Era fácil, é fácil ainda.
Lembro, que nas primeiras, não há variáveis, não há desvios, não existem limites ou intervalos, matriz ou probabilidade, nem definições ou teoremas, apenas o intuitivo, um e um dois, dois e dois quatro, três e três seis, quatro e quatro oito, cinco e cinco dez, seis e seis doze, sete e sete catorze...

terça-feira, junho 5

Zero 7 - Home (acoustic)

Descobri enquanto fazia zaping pelos canais de TV. Nunca mais fui o mesmo;o).
Foi na CNN, que encontrei uma reportagem, em que mulheres bonitas "Zero7" por dentro e por fora se mostravam ao mundo. A cantar...

Passei primeiro por Roterdão II


(...)
Aproximava-se a hora de embarque, antes de subir ao balcão, de acesso ao avião, fiz um primeiro telefonema, aos meus companheiros de equipa, estamos todos na equipa da Universidade do Algarve, liguei para o Pedro, a fim de saber, em que situação geográfica se encontravam, limar pormenores, ficamos de nos encontrarmos em Bruxelas.
As escadas rolantes pareciam pouco arrojadas, por isso subi as escadas não rolantes, usando toda energia ganha durante o passeio que dei pela manhã, o sol ainda estava redondo, quente, radiante, olhei, através das vidraças, para a praia da ilha de Faro, estupendo, o sol já se punha, o céu, pintava cores de várias tonalidades, o laranja era quem mais reinava, quase romântico, antes do embarque, fiz uma ultima chamada pelo telemóvel, para a minha então menina, depois de calorosa conversa de namorico ao telefone, sentia-me calmo, amado, seguro e confiante.
A viagem, foi tudo menos entusiasmante, sentei-me, tinha uma cadeira vazia de permeio, depois um velho holandês, que pouco ou nada acrescentava, não foi por falta de esforço, talvez falta de timing, que pouco comunicamos, fui lendo o meu livro, não jantei, estava ainda com o bife de vitela, que me preparei, antes de sair de casa.
Chegado ao aeroporto de Roterdão, o clima em redor dos meus desconhecidos, companheiros de viagem, estava pouco contente, triste até, os estrangeiros pareciam deprimidos, ao ter de trocar o Algarve pelo sol de Roterdão, eu não, eu não me deixei afectar, eu estava de fora neste quadro, logo que uma velhota holandesa que se encontrava ao meu lado, esperando a bagagem, de cara redonda, com as maçãs do rosto avermelhadas, se inclinou, para apanhar a sua mala, vinda pelo tapete rolante, esta lhe puxou para o chão, arrastando consigo a senhora, sem mais nenhuma reacção em redor, talvez, pela apatia geral de voltar á rotina, fui eu que a ajudei, deitei as minhas mãos sobre a mala, não deixando que a gravidade se sobrepusesse ao esforço conjunto, entre mim e a velhota, á união dos humanos, sorrindo, satisfeito, estava em forma, segurando a mala, como que dizendo, se quiseres o Algarve sou eu, por um breve instante serei eu, a velhota sorriu de volta grunhindo qualquer coisa em holandês, em alto e bom som como que eufórica, foi giro.
Ao sair daquele lugar, para a rua, já estava em Roterdão, a temperatura não era tão baixa como a que imaginava que ia estar, os táxis existiam, tal como eu esperava, ainda me lembrava do nome do hotel, chamei o táxi, arrumei as imbambas no porta bagagens, sentei-me no banco de trás, recostando-me, o voo foi cansativo, estou mesmo cansado, preciso muito de dormir pensava para mim, durante a corrida, falei do tempo, do que estava por ali a fazer, no final da corrida, o taxista desejou-me boa estada, que aproveita-se ao máximo.
Era o que eu estava disposto a fazer, mas, naquela altura, naquele momento, só o que precisava, era de uma boa noite de sono, daquelas, em que se revigoram os sabores, as vontades de ver o dia, que se segue.(...)

O nosso planeta é forte! Muito forte!

segunda-feira, junho 4

Momento de Glória


Depois de uma saída c'oa maltinha, para ver o amigo "André" tocar com a sua banda – BubbleBath – regressei a casa ainda a tempo de ver um momento de vitória, ver uma fronteira nova ser desenhada, aparecer um ser mais forte, mais completo, e capaz. Estava c’o Goulão que entre anúncios e mais anúncios de descontos de tempo se deixava enganar pelo sono, apercebi-me que o José, dormitava, no meu sofá.
Não deixei que dormisse, falei para ele: - Zé! Acorda Zé tens de ver isto! O Lebron James está a dar cabo deles (Detroit Pistons), tens de ver isto meu!
Foi o que foi, um contra cinco, literalmente, num momento do jogo em que os homens se transformam, em muros de pedra, aparecia o Lebron James a furar toda a equipa, para atacar debaixo do cesto, tal qual catapulta, marcando cestos de elevadíssimo grau de dificuldade, levando a mim, e ao meu amigo Zé, á loucura, foi lindo.
Levou o jogo a prolongamento – Eu quero que Cleveland ganhe, assumi eu calmamente. – Eu também. Retorquiu José!
Estava feito, o homem – Lebron James – tinha tomado não só conta do jogo, e agora estava no centro das decisões em minha casa, foi lindo, estar a ver aquilo acontecer, desde os jogos do Michael Jordan, contra os Phoenix Suns, que não via o nível de basquetebol igual. No final, os Cleveland foram melhores, e receberam pela primeira vez em trinta e sete anos, um bilhete de acesso a uma final de campeonato da NBA.
Mas ontem estava demasiado cansado, para ver o jogo pela madrugada, depois de ver coisas extraterrestres acontecerem à minha frente, como a banda da ANA MARGARIDA, ficar à frente do meu amigo André, no concurso de bandas "+ Música" cuja final foi em Loulé, e cujo critério para a melhor banda, deixou a imenso a desejar.
Dia porreiro, que começou comigo a perder a virgindade, ao pisar pela primeira vez a Ilha Deserta, conforme ilustra a foto, fui com os companheiros de equipa, muito fortes, o Pinto é homem de mar, posso confiar, foi bom mas cansativo.
O melhor de tudo, é que vou ter trabalho para o verão, pelo menos para o verão, tenho trabalho, comprei o vestuário a condizer, agora só me falta sofrer, até que comece o dia de amanhã ás 9:00h em Portimão.
Ah! Já quase me esquecia, Portugal foi ganhar à Bélgica, enquanto jantava-mos, o Postiga , o avançado de "Junho", lembrou-se de rematar à baliza, para gaudio de todos naquele restaurante, muito bom, muito bom, é isso a vida, viver e encontrar a graça.

Abraço a todos e boa semana!

sábado, junho 2

Para uma vida melhor




Estou nos meus vinte e nove anos, com todas as incertezas do futuro, com todas as certezas de um presente, bem simples, bem bom.
Pergunto-me se não se vive demasiado depressa, com as enormes decisões, algumas de estrutura como a casa para se comprar, outros com o filho para criar, não sei muito bem, ouço queixarem-se, vejo casarem-se, afirmarem de convicção que se pode ser feliz. Outras de conjectura como para onde vou trabalhar, ou - que irei fazer de carreira!? Ainda sou solteiro e despreocupado, QB!
Em conversas de intelectuais é fácil concluir, que as pessoas se juntam, casam, por razões, meramente práticas, sejam elas económicas ou sociais, não interessa, ainda assim práticas.
Mas e o encantamento que eu vejo nos filmes, onde ainda se joga ao ataque, e se respeitam paixões, como o filme que vi do Tom Hanks – Sleepless in Seattle – em que do nada se criam verdadeiras, reais, as fantasias de todo o homem?
Eu gosto de pensar, que talvez, seja apenas, uma questão de perspectiva, mas também eu, vou estar no plano que irei desenhar, não importa, vou falar, ainda assim.
Se todos temos de fazer algo, na vida, enquanto aqui andarmos, ou não, teremos coisas à nossa volta, de cada vez que nos virarmos, teremos uma realidade em frente a nós mesmos como indivíduos, de cada vez que avançamos, teremos, novas paisagens, etapas ou estações.
Fazer cada percurso, cada etapa, por si só, não me traz novidade, o receio, de ser feliz, o receio de falhar, é algo a que nunca me irei habituar, haja amigos ao longo da vida!
A capacidade de ser competente, a estabilidade, o conforto, o estar bem, e de bem com o meio em que se está inserido, é uma coisa que me apoquenta, já que a vida não pára, não pergunta, não responde, apenas, acelera ou abranda, aumenta ou diminui a intensidade com que nos enrola.
Conforme o que se está a passar dentro de cada indivíduo, o lugar, a altura, o timing.
É talvez, assim que se devam tomar ou não tomar decisões, encontrar ou não respostas, eu acho que elas andam aí! Agora. Se estou a fazer as perguntas necessárias, ou adequadas, esse é que é um grande dilema. Mas eu acredito, que quando chove todos devem ter o seu cantinho, o seu abrigo de acolhimento, seja em que moldes for, há que acreditar, ter fé nisso, se a viagem acelera, quem viu que acelera, sabe o que tem a fazer, quem não viu, ou não sentiu, vai ter de se aninhar, c’a Maria ou c’o Manel, que o sol já foi, enquanto a noite cai…

quarta-feira, maio 30

Expressão! Problema ou Solução!?

Este é um trabalho de uma aluna, que não conheço.
Mas, a Liliana tem paixão pelo que faz, sem duvida! Sabe de expressão! ;o)
A mim convenceu-me..

Roland Garros


Está aí, mais um torneio, de alto grau de exigência, com o nível dos melhores atletas do ténis internacional, é o Roland Garros.
Entrentanto, as grandes empresas do futebol, fizeram mais uma. Levaram os "putos" que ainda estavam a começar em Portugal, para Inglaterra, para ser mais preciso, para o Manchester United, é uma realidade, nos dias que correm, nada a fazer. Mas foi cedo.
Muito cedo, para os fãs dos clubes portugueses, nomeadamente o FCP.
É assim mesmo, olha, o que está a dar é a NBA, finais de conferência, com o Carlitos Barroca nos comentários, sempre em alta, a animar o ambiente de madrugada.

segunda-feira, maio 28

Mamã África


Este fim de semana foi, como eu sou um pouco também, decidido, extrovertido, eclético, chuvoso, quente, húmido, intenso, fácil sem se tornar obvio, rico, cultural, desportivo, musical, expectante, ansioso, elaborado, tímido mas destemido, foi assim.
Depois de uma semana de entrevistas, continua a perseguição ao emprego.
Pude estudar um pouco, para o teste de sábado. Foi mais difícil, pelo facto de me ter custado uma ida a Lisboa, para ver de perto o amigo, poeta, musico e actor David Mateus com a sua banda, ficou a inveja, assumida, àqueles que lá foram.
Os velhos, deixaram a casa novamente à minha mercê, partiram uma vez mais, rumo ao Alto Alentejo, o verão está aí à porta, espero que não traga tantos incêndios.
Durante a semana académica encontrei, uma prima afastada, contente, realizada, viajada, confiante, trabalha na ONU – Shooting Dogs – quem somos nós?
O Messias, por esta altura, já devia estar aí, para nos levar, a bom porto!
Qual a definição de genocídio?
Que mais posso fazer, senão abraçar a minha mamã, recordar, o que quero ser, se assim não for, quem mais serei eu – O Messias, mas será que não aparece, esse incompetente!
Africa que belo continente, minha terra, meu suor, meu sangue e paixão, quem é que lá vai, sem alterar, o seu eu, quem lhe fica indiferente? Hum? – O bater do coração fica mais limpo, mais forte, mais selvagem, vivo – se aqueles cabrões na ONU, lhe sentissem o cheiro, lhes ouvissem os contos tradicionais, bebessem a água, comessem o peixe seco, sentados na esteira de musseque, se babassem a comer fruta c’os putos, limpassem a casa, c’a vassoura tradicional, de costas curvadas… – nada! A malta não quer saber, o que está a dar é ler definições, estudar cinco anos, analisar perfis, criar altíssimos níveis de segurança, manter valores… essas merdas do costume!
Se eu continuo aqui, onde é que ela vai, onde vai a minha alma? Hum? Hum? Aonde?
Que mais posso fazer, senão abraçar a minha mamã… hum

quinta-feira, maio 24

naquela feira popular, fiquei só


Aqueles que por serem nossos amigos, se expressam da forma mais inocente, descontraída, projectando em mim os seus pequenos eus, se por pânico de se pensar na morte, que um dia nos vai apanhar a todos, de uma forma ou de outra, se por viver a vida de forma tão intensa ou desregrada.
Eu sou assim, sem me dar conta vou fazendo tudo o que sempre quis, sem me dar conta vou sendo o que sempre soube que poderia ser, o que me assusta é o ter de o explicar, aos nossos amigos, aos nossos entes queridos, que não sou mais que um ponto no universo, que o que preciso é de espaço, que o que me enfraquece são os sonhos, que o que me dá força é o querer, o quê? – Como assim o quê!
Viver homem! Desenfreadamente até que me doam os joelhos, ou que a puta da consciência se meta a atrapalhar. A perfeição é um mal que todos temos que procurar, o azeite, o vinagre, champanhe, manhãs ensolaradas, desvios ou corta-matos, vais ver que sem querer, queres o mesmo que eu quero, podes ter a certeza, que também queres ser como foste ontem, como se ontem fosse perfeito, como se houvesse tal coisa, cada um é uma pessoa.
Nada pode ser pior, não há nada pior que ser esquecido, cada vez me sinto mais preocupado com o facto, de me ter esquecido, ou de mim se terem distraído, é o que me desorienta, – naquela feira popular, fiquei só, sem os meus pais, por momentos me apercebi, que afinal, era eu que estava ali, isso é que era estar vivo? Com mil raios!
Prefiro então agarrar-me a ti meu amor, com todas as minhas forças, sem que te esqueças de mim, chatear-te a cada segundo do meu relógio, a cada dentada que dás ao jantares, nesse canto da mesa, deixar propositadamente cair, os teus preciosos bens, depois dizer que foi sem querer, querendo a tua atenção, se me afundo, te vou trazer comigo, ou me vais salvar, se te persigo, me vais maltratar, não importa, é a isso que eu chamo amor, ao medo, que te passo para enfim, por momentos me esquecer.

quarta-feira, maio 23

Tatuagens

Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar

Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão

Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti

Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar

Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim

Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão

terça-feira, maio 22

Entrevista a Valentim Loureiro

Erasmo de Roterdão – grande humanista do século XVI


"Para que a vida humana não fosse totalmente triste e enfadonha, Júpiter concedeu-lhes muito mais paixões do que razão, na proporção de um asse para meia onça.

Além disso relegou a razão para um canto estreito da cabeça, deixando todo o resto do corpo entregue ao domínio das paixões. Por fim, opôs à razão isolada a violência de dois tiranos: a Cólera, que domina a cidadela do peito, com a fonte da vida, que é o coração, e Concupiscência, cujo império se estende até ao baixo-ventre.

Como conseguirá a razão defender-se destes dois inimigos, para mais reunidos? A vida comum dos homens mostra-o com bastante clareza. A razão apenas consegue gritar, até enrouquecer, as leias da honestidade.

É rainha de quem os homens troçam e injuriam até que, cansada, se cala e se confessa vencida."

segunda-feira, maio 21

O abraço entre o Jesualdo Ferreira e o Vítor Baía


Pelo enfoque, que está a ser dado, a dois companheiros de batalha, que se abraçam porque ganharam a guerra.
o abraço, um abraço, os abraços, começam a ser um séria questão nos tempos que correm.
Ou será, que não há mais nada para falar..?

A F1 está como não se via


há já algum tempo que não tinhamos na fórmula um, quatro pilotos, em posições tão competitivas, como se tem visto, agora nas corridas, em que o novato inglês Lewis Hamilton, trouxe um estilo mais descontraido de se lutar, entre os primeiros, contudo, o britânico ainda não ganhou, o lugar na McLaren-Mercedes e toda a sua chegada à F1 foi-lhe preparada de forma organizada.
Sem que, para isso, o piloto tenha que ter provado alguma coisa. Muito bem! adiante,
- Vem aí o Mónaco sinuoso como sempre, será que o homem tem, unhas pa tocar guitarra?!
Veremos.

sábado, maio 19

acordar

acordar - passou uma semana, toda a minha vida, se passou numa semana!
esta musica, tem o humor, o sentido de humor, que eu acho vital, para acordar, sem stressar, por já ser domingo. ;o)

Passei primeiro por Roterdão


Fazia tempo que não me sentia assim. O uso que dei ao meu corpo pareceu tão pouco, ao ver-me na fila de revista ao pessoal, na alfandega do aeroporto de Faro, senti que estava perro, o corpo estava em forma, de uma forma, que ainda não sei explicar, estava pouco rodado, talvez, fosse apenas ansiedade.
Nesse dia, quinta-feira de 8 de Março, tinha feito uma reserva on-line, para passar a noite em Roterdão, se eu soubesse aí o que sei hoje, estava um bom dia de sol, pela manhã, fui dar um passeio até à Ilha de Faro, vinte e dois graus em Março, era de aproveitar, tinha alguma noção do que precisava nesta viagem, queria falar, que me falassem também, queria procurar um lugar, em que não me sentisse de fora, queria ler, num qualquer jardim, que me seduzisse, como eu invejo os que o fazem, fazem-no de forma tão simples que, é como soubessem por alguém lá de cima lhes ter dito, que essa era a forma certa de se fazerem as coisas que nos fazem bem, que nos dão o prazer, as pequenas coisas, que nos são dadas todo o dia ininterruptamente, mas que poucos as sabem aproveitar.
Queria mais qualquer coisa, mas ainda bem que se quer sempre mais qualquer coisa, quando se vai de viagem, é sinal, que algo de bom hão-de de trazer para casa.
Chegou a minha vez de ser revistado, a senhora, vestida com a farda castanha de segurança, dirigiu-se a mim em inglês, eu ainda estava em casa, mas já me sentia noutro lado, a partir daí ganhei uma maior consciência, mais europeia, sentei-me, num café, bebi uma água fresca, agitavam-se as mesas com pessoas a entrarem, a sentarem-se, a chegarem, a partirem, levantando-se com as bagagens de mão, atrás de si, deixavam mesas vazias de guardanapos usados com restos do que tinham bebido do que tinham comido, peguei no meu livro, ouvia musica dos meus auscultadores, conseguia namorar sozinho, como se o tempo fosse abrandando, a meu bel prazer, podia, observar, facilmente as movimentações no aeroporto, na mesa ao meu lado, sentou-se um homem nos seus cinquenta anos, ao estilo alemão, postura atlética, de rosto fechado, partilhamos, o que seria o meu primeiro momento de contemplação, no meio das nossas mesas, entre a frenética agitação, tínhamos um pardal, um passarinho, corajoso, que se entretinha, a colher os pequenos bocados de pão, deixados pelos putos, que não têm boca para morder os hambúrgueres, que os pais lhes traziam, pensei para mim, daqui, me vou guiar, este será o meu pêndulo, pequenas amostras de sobrevivência, pequenos glances do que é o mundo dos seres vivos.
Subitamente, acabado o espectáculo, levantei-me, fui circular, ver as free-shops de relógios, de perfumes para homem.(...)

| a foto tirou o Russo em Bruxelas|

quarta-feira, maio 16

Ai o Mourinho


"Mourinho arrested
Chelsea manager Jose Mourinho has been arrested following an altercation with officials trying to take his dog into quarantine."

No http://www.eurosport.com

Vai tudo abaixo em Portugal

sexta-feira, maio 11

que é verdadeiro e bonito

eles ou elas adoram dizer-me de uma forma ou de outra para ser assim, para não fazer assim, aceitar as suas realidades e noções pessoais do que é verdadeiro bonito, onde é que eu já ouvi isto, do que é importante.
já experimentei de tudo um pouco, ainda tenho muito para saber, do que fiz já me ensinou alguma coisa, mas agora quero aprender devagar com o gostinho meu, com o meu palato. senão que ando eu aqui a fazer, ser meu amigo, vais sofrer se me fechas assim as portas, se agarras as asas com essa força toda vou descer vou ser parvo, sim porque vou para onde eu sempre quis, já diz a sentença:
- "sei pra onde vou, não sei por onde vou, sei que não vou por aí"
sentir-me vivo e de bem comigo não é pedir muito, adoro as musicas que sabem falar disso já que o assunto é o máximo, e uma realidade entre as dependências que as pessoas "intelectualmente desenvoltas" precisam de verem existir, precisam de magoar e inferiorizar, com o intuito de se sentirem melhor e mais espertas neste caos que é o todos os dias, parem, escutem, e deixem-se ir um pouco, ou senão tenham a força e coragem para perceber que não vão e larguem o que os prende o que os oculta a outra forma de ver a vida, ouçam bem.
também eu vou ouvir melhor.

terça-feira, maio 8

Tem gente esquisita em Faro


Tem gente esquisita em Faro…tem gente esquisita nesta cidade de onde saem os medos do chão e se transformam de acordo com o grau da imaginação, onde crescem sombras, abismos ou penumbras iluminadas pelo breu na companhia de mortos-vivos de zombies criaturas de silhueta a parecer-se com o homem de alma pobre de espírito vergado de nenhuma fonte de inspiração, vem de onde esta cidade que ás vezes me detesta, que sempre me assusta sem por ventura me amedrontar, de quem foi a primeira pedra, esses tão famosos mouros.
Os que foram, os que ficaram, os que foram e não voltaram, os que vieram cá dar cá parar cá aprender e ensinar, vêem de onde, os que lá nada plantaram e cá, em casa se encontraram, cá cultivam ainda, e fazem mais fortes as vontades, os devaneios, as ambições de um qualquer ser, cá criam lavouras mais fortes mais verdadeiras mais familiares.
Sem procurar em mais nenhum lugar a saudade de sei lá o quê mais, e o vazio que em nós se depara aquando das distracções, que estranha é esta cidade,
Sei que não foram mais que muitos os momentos, mas foram alguns ou tão poucos, os loucos desta procura, neste caos, neste lugar ponho-me a perguntar, que é preciso andar, mas porque me ponho eu a pensar, neste lugar que a mim me faz vacilar, como se um filho me quisesse tirar, os amigos, se for só mais um lugar, sim, e se é só isso, e se for só isso, esse lugar dentro mim da minha cabeça que mais me diz para não parar se é isso que tu queres se é isso, bem, mal, a bem ou a mal tem de ser neste lugar que o ventre me mais implodir, que as entranhas me irão avisar, que tem mar este lugar, que tem lugar tem beira mar, que os cantos dos pássaros são livres mais livres que noutro algum lugar, vem, também sei que sabes do que estou a falar, de montanhas simpáticas, de prados viçosos, de cearas, de casitas de monte, de vaquinhas, de sonhos, se são, se o for, também sei que são neste lugar, que dentro de mim me olha me segura me não quer largar, que me empurra, se isto é ser mulher sei que vou ser neste lugar, mulher deste lugar amar e perder para me encontrar, isso que me vai ensinar este lugar, que os dia têm o tempo que lhes dá o sol e a noite vinga-se resoluta, e á noite se faz orvalho para também eles se porem a pensar e sair á rua devagar, nesta cidade, neste prado, nesta sala, neste quarto, vem que sei que vens por bem, sei que virás devagar, é estranho tanta gente esquisita me faz querer chorar, por querer ser uma, por querer ser mais uma dos característicos, dos invulgares, mas porque me sinto bem neste lugar nesta cidade, sendo que eu sou parte de gente esquiva, o bem que tem este lugar faz me querer por ti lutar, amar, que mais vou encontrar, sei que vens por bem sei que virás devagar oh pátria de rua oh nação de bairro, posso ser o que eu quiser, podes ser o meu querer, podes ser, o meu querer o meu querer o meu querer, sei que não me vou parar, sei que em mim tu estarás, a menina ainda a menina dos meus papás, sei que cá gostaria de ficar, quando me for, sei que irei recordar de ser parte de um lugar tão forte e belo que nasceu perto de ti senhor mar, e me viu por inteiro, me viu inteira, mulher de Faro, vou ficar e gostar, abraçar de mansinho todo o dia que viver, de faro apurado, esperando, expectante vontade de andar devagar, ver a minha mamã cozinhar, sei que há gente estranha ainda sei que há gente estranha neste lugar, mas não faz mal, hoje sou senhora do meu castelo, musa dos meus instintos de mulher ainda menina, diz-me que sim que somos nós este lugar, que fazemos o que somos que os sonhos são aqui que os sonhos são aqui do lado de cá do mar.

foto do goulão ver mais em "o mundo pelos meus olhos"

segunda-feira, maio 7

Vou ti dar beijinho no cangoti

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Eu te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina isso é muito natural
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer
não temos tempo então melhor deixar pra lá
a princípio no Domingo o que você quer fazer
faça um pedido que eu irei realizar
olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Carolina, Carolina
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você
Carol, Carol, Carol, ...