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sexta-feira, abril 27

saudades da minha infância


- é sempre assim o teu mau humor se vai ser sempre assim.. - se vai ser sempre assim o quê! vais-te embora? (este silêncio) - não é isso, diz-me apenas se vai ser sempre assim (onde é que ela anda).
- não, não vai ser sempre assim mas não me ponhas em xeque (já não a vivo há tanto tanto tempo) eu sei que quero mais (onde ela é que ela vai), mas não me ponhas nesse lugar (mas sei que quero mais), percebes Madalena? (sei que ás vezes a consigo sentir), se ao menos pudessemos ser amigos (é estranho, posso eu querer demais!?) (será que se ficar quieto aqui no meu cantinho não me parece), - ok Rui, tudo bem eu estou aqui (caramba isso é o amor?) e não te irei criar situações mas Rui eu estou aqui, está bem!? (ninguém me avisou).
estava cansado e mal preparado, como a maioria de nós, mas estava só, mais só que todos nós.

será que se me deixar estar, - acorda, meu! será que serei como eu fui há algum tempo atrás? mas agora com a idade de vencer, puxei tudo atrás de mim, chamam-lhe "karma", puxei tudo o que já vivi, mas eu sou o que escolhi, é o que eu sou.

em tempo de indefinição foram as certezas que o salvaram de si mesmo, foram as certezas, de que um dia não muito distante o seu amor era retribuído.
de cada vez que se interrogava aparecia o sete e era enrolado pela força do mar.
foi o que foi, vale o que vale, passou o tempo que passou foi bom houve alturas que custou mas acabou. correr trás do sonho, tenho o livro da felicidade na mão (mas estou-me a guardar para quê)
- correr por si só já devia de ser estranho. o teu calor a minha provocação como arma de arremesso de amor.
- quanto mais correr atrás de ilusões como é isso do amor (eu sei que quero mais) - tu achas que o amor é uma ilusão? achas que correr atrás do amor é uma tolice? responde-me Pedro, convence-me agora enquanto te maltratas, ou já não confias? (quem dera deixar-me ir agora) - Mariana deixa-me falar do amor e não te ponhas com hipocrisias, está bem? - corria, tudo bem corria, mas se corresse era sol de pouca dura, é que sabes Mariana doem-me as costas - cínico e superior foi esse o papel que te foi dado, não consegues ser sério ou não tiveste mais força no teu querer, ou não te foi dado o carácter que tem o Rui? - que sabes tu do amor, minha doce Mariana, se nunca me deixas ver o que te faz vacilar (onde é que ela anda), hum? também de falta a saliva ou de repente deixaste entrar o teu lado mais distante nesta conversa (agora não tenho mais nada para dar). - muito bem ficas aí que vou me embora! (parecia que estava a adivinhar) - mas o que foi que eu te disse, que foi que eu fiz!? (esta conversa já me cheira a clichê), - foi mais o que tu não me disseste (mas este gajo nem sabe engraxar os sapatos e eu aqui), mas isso não importa, - importa sim, importa-me a mim o que foi que eu não disse (patético),

se parasse o carro ainda me apanhavam a mim (tás bêbado), desaparece, e ninguém fala mais nisso, pra quê? - e o Mourinho! aquele portuga não pára. três contra um, devia de haver uma lei ou código de moral - e o Ronaldo! que animal.
a mim só me compete é ser feliz, onde é que ela anda, assim é que se fala, é só que se me exigo é ser feliz - eu comigo mesma ora que coisa essa agora, - não sei? deixe-se lá de conversa, e ouça: - a gente só tem é que ser feliz!, é ou não é Pedro? - ser feliz e ser infeliz faz parte de estar vivo (respondi seguro e confiante), onde é que ela vai assim? pergunto-me.
tá linda bonita e confiante, eu podia ser o tal (o progenitor), sim que para uma miuda como essa não serves para mais nada, ou tu julgas que os pais dela andaram a matar-se a trabalhar, com o intuito de lhe dar uma vida plena, e independente (os meus também)
se foi isso que eu quis, se foi isto que Deus quis que eu tivesse de enfrentar, isto é terrível se sou eu que agora estou em cativeiro (onde é que ela anda), onde é que ela está agora senhor donde pára a minh'alma o meu eu o meu ser, o homem que eu quis ser, se não for tarde te direi a ti a ti e a ti também meu Deus, o que tenho de fazer é agora e isso que tu queres que eu seja isso que sou, sim isso que eu estou prestes a ser terá de esperar terá de esperar terá de esperar terá de esperar. tenho mais carga para levar e muito mais carga para dar. acho que sei acho que sei acho que sei acho que ela está ali, aguarda aí que eu volto eu volto.

segunda-feira, abril 23

o paraíso


Subi a escada de papelão
Imaginada
Invocação
Não leva a nada
Não leva não
É só uma escada de papelão

Há outra entrada no Paraíso
Mais apertada
Mais sim senhor
Foi inventada
Por um anão
E está guardada
Por um dragão

Eu só conheço
Esse caminho
Do Paraíso

segunda-feira, abril 16

tempo


o tempo é uma merda. o tempo e o dinheiro, mas tens que aproveitar estudar, viajar, conhecer, falhar tens de fazer tudo isso, só serve para quem o está a aproveitar, quando eu conseguia aproveitar as tardes até ao por-do-sol bons tempos, não podes ficar aí assim, sentir o cheiro da primavera, até parece que não tens amigos (eles só me querem ganhar), acordar cedo e tomar um leite com chocolate a pensar quem será o primeiro a acabar, vestir o pijama azul com a toalha vermelha e fazer de super-homem, vai brincar, foi a minha irmã quem nos apresentou, e ela parecia que gostava de mim, as sardas todas a olhar para mim parecendo gritar, vai jogar á bola, gosto de ti meu príncipe, gosto de ti, mas tens de estudar, Carlos tens de estudar - Oh Carlos, gritava a maltinha do meu grupo, - ola bom dia o Carlos já acordou? pa vir andar de skate connosco? - Esperem aqui que eu vou ver, ela veio logo ter comigo, nunca mais me esqueço foi o meu primeiro dia de aulas na escola mais badalada da cidade, São José, nunca mais me esqueço a vista privilegiada para a baía de Luanda, saudade - Carlos, ouvia eu chamarem-me ao longe, ao longe porque sonhava, como uma voz que se assemelha a uma flor mas não uma flor qualquer, um mal-me-quer, que oscila com bem-me-quer, - acorda Carlos, os teus amigos estão todos aí, a mãe já tem o teu leite pronto, vai lavar os dentes, sei que não conheço muito do mundo, tens de trabalhar, - possa! tu dormes! - de quem é esse skate? - é meu, - é novo? - é, ofereceu-me o meu pai que veio da França, queres andar? - quero, posso, que fixe, também quero um skate que deslize assim, mas só posso andar aqui, se o levo para aquela escola roubam-mo logo, e fiquei sem fôlego a pensar, como é que fiquei assim, tou bloqueado, mas estava só e apenas apaixonado, talvez se arranjar rolamentos do meu skate e deitar bastantes quantidades de óleo nos rolamentos a coisa resulte, queria era jogar na NBA, ou ser médico, ou ser namorado de alguém assim, como era ela, o intervalo acabou e eu só pensava quando é o próximo intervalo, pra' poder sair e ir contemplar o que era o meu ideal de felicidade eterna, a perfeição estava finalmente personificada, tenho medo, sem uma palavra me aproximava dela, foram tempos difíceis, o drama de não conseguir dizer, deixa-me andar contigo, quero andar contigo, quero viver contigo, amo-te tanto, como sempre para sempre, talvez se eu tivesse um skate que rolasse bem, que deslizasse assim ela olhasse mais um pouco para mim, e faltasse ás aulas para ficarmos sós, ou talvez se eu tivesse uma bola de basket, porque é que não pintas gostavas tanto de fazer desenhos quando eras pequeno, pensei que por ventura fosses para professor de educação física, sim! tens o cabedal! eh!, - Carlos!, ajuda o pai - sim, pode ser, - o pai vai pintar esta parte, traz o papel de jornal para esta parte, não deixes o chão a descoberto senão a tinta marca o verniz, - atentei, ia ajustando o papel de jornal, observando o rolo de pintar, ora acima ora abaixo, sem prestar atenção a nada mais, - é isso mesmo Carlos, estás a trabalhar bem, uau nunca mais me esqueço, só pensava será que algum dia a vou poder beijar, mas as pernas falhavam-me sempre que a via, houve um dia que cheguei a vomitar, no final das aulas, a minha irmã com nojo queria que eu não existisse, desistindo de mim, nunca mais me esqueço, é só dinheiro, só dinheiro, eu não vou dar o meu dinheiro a ninguém, que agonia era estar apaixonado, que agonia é estar apaixonado, vou ser outro, já o tinha decidido antes de largar a ultima jorrada de sandes mista do pão françês, com a água do cantil, que se mantinha fresca toda a manhã até ao meio dia, hora de saída, nunca mais me esqueço, - estás a trabalhar bem, a ajudar o pai, se eu trabalhar muito talvez ela goste mais de mim (e olhe pra mim), se eu trabalhar muito talvez eu já não precise que ela goste de mim (e eu possa gostar dela), que agonia é estar apaixonado ( sem me doer tanto), eu só tenho treze, ainda tenho que ser grande, - que é que queres ser quando cresceres, Carlos?, vens trabalhar comigo ao sábado não há problema, tem tanta gente que leva os filhos para o trabalho ao sábado, e além disso o Carlos sabe estar, não me apetece brincar mais, só quero pensar nela, não me quero divertir, só quero viver a agonia de estar com esta estranha sensação de estar a viver na corda bamba das emoções, equilibrado ou desiquilibrado, se trabalhar talvez eu seja mais útil ( e a consiga beijar), e pense menos em mim e pense menos nela (e beijar ela), ou nas "sabrinas" que ela tinha calçadas enquanto esperava o seu papá encostada ao muro da escola, talvez se correr mais um pouco (ela queira dançar comigo), me sinta mais homem (ou dar-me a mão), menos criança e dependente das emoções, apenas tenho treze anos, vou correr com os adultos (eles não sofrem como eu), vou estar com os adultos (como é que ela consegue), vou opinar com argumentos sólidos (nunca serei capaz), não me apetece brincar mais (eu quero uma namorada), bons tempos, os tempos em que não sabia nada da agonia de querer ser o principe do meu amor, escolhido pelo meu coração, como é que eu faço agora, se sei tudo isto, o quê? que o tempo é dinheiro? ou o espaço..

sábado, abril 14

os passarinhos e os aeroportos


..e continuo á procura, perdi a protecção do meu Ipod, caralho pá, fico fodido, sei lá onde foi na me digas nada que já tou fodido, foi assim num passeio simples, por um percurso novo, que passa atrás do aeroporto, foi o Ludgero que me indicou..
- de cada vez que saimos com o puto, é sempre fixe vamos andando, até à praia ..o percurso? sim fiz, por acaso foi giro, sempre a manter um ritmo confortável, como convém que o piso é de picada, uma vista diferente de faro, e a sensação de algum preenchimento, o caminho é outro, o sol está no mesmo lugar, a ria continua a rir-se de nós, ..é sempre assim, ora praia..
- mas o passeio bem mais agradavél, um ladrar diferente, enquanto se vislumbra a paisagem. ..ora ver os aviões.
ver se chego a casa com outra força, sim com essa força, com mais força.
- cada vez se aproxima mais o verão, hum, gosto do verão, posso pedalar com mais descontracção. ..,o banco fecha ás três, tá controlado - manter o ritmo me faz-me sentir melhor, não tão cansado, de um cansaço descontrolado, ..talvez me deva abrir, mas a quem, os meus pais estão aí, já não estão, agora é o monte, chegaram de luanda.
Fui a lisboa, esperá-los ao aeroporto, foi fixe, a TAP é que é uma bela merda.. tá a fixe a manhã o sol brilha deu-me a pica, canalizo, pego no telefone, mas para outro Vodafone agarro no meu móvel, - foi tal a satisfação ao encontrar os novos trilhos de bicicleta, os gafanhotos que voam ao meu lado, dá pra ouvir o silêncio do campo, o chilrear dos pequenos passarinhos, está tudo a fluir, tenhos os pneus da bike cheios, Bum!! foda-se que susto, mantém o ritmo, é que os aeroportos e os pássaros!? a relação é de amor e ódio.
..é só vôos atrasados, se as pessoas se organizassem (tá-se tudo a cagar) faziam uma carta pa DECO cagavam-se todos, ah pois, toda a gente sabe, Angola é quem mais dá a estes cabrões, e eles, nem uma palavra se dignam a dar (não vale a pena), mas é que ninguém diz nada (se eu os pudesse fazer sentir melhor), nem uma desculpa nem onde estão as malas, (só espero ter moedas pa pagar o parque), em Luanda saímos de casa quase quatro horas antes da hora marcada para o vôo (se ficar calado), e atrasou quase uma hora - voçês estão cansados, vamos sair daqui. - a tua irmã não veio? - ela ficou a descansar.., fui conhecer a Europa! (dá-lhe tubarão) - ah sim, tu falaste, e que tal? - uma verdadeira aventura, sinto-me em controlo, só espero que não haja transito (cidade de merda) - levaste o carro ao mecânico? -não. - foi muito bom , Sagrada Familia, Catedral, ias gostar, Barcelona, os gajos são muito religiosos (coitados), fiquei em casa de amigos, estão todos a viver o sonho - deus me perdoe - dentro do carro lembrei-me de uma forma de fazê-los sentirem-se melhor: -ah isto é o que tenho ouvido agora, Seu Jorge e Ana Carolina, muito bom! - o gajo não sabe cantar (pronto) pareçe que esganiçado (o que que é eu fui fazer, tamos quase a chegar, ora estádio do Sporting, Telheiras..) - ok, não se ouve mais nada, também já estamos perto.
..(falta um teste e tenho de arranjar um estágio sim) - se quiserem jantamos e vamos ainda hoje pa faro - disse eu - que eu em lisboa,epá na me diz nada! - sim mas nós também não queremos ficar cá esta noite.
- Tomé o restaurante tá cheio! Exclamou a Ana - não há mesas (foda-se! pressão!?) - ok se não há mesa aqui, é um sinal, aproveitemos a nega, invertemos a nossa inergia e vamos comer ao Rossio, fazemos um passeio (pode ser que descontraiam) - vamos ao Pinóquio!? (sim pra aí quero lá saber) - pa essa zona Pinóquio, vamos embora! anuí com entusiasmo (comia um creme de marisco e um belo dum lombo na brasa) - então vamos que aqui faz frio!, agora o cota já tava a tentar ficar calmo - vais levar o carro? - ou vamos de táxi,.. - não vale a pena isso, aquilo lá tem estacionamento, e táxi, teriam de ser dois, esperem aqui um pouco eu vou buscar o carro! - vens dar aqui? vens por aonde?, concentro-me - venho por aqui, foda-se faz frio pode ser que lhes faça bem.
..sei lá qualquer merda à haver com a minha área, gestão, não pá, vou me debruçar, ver o que há de melhor neste mercado de trabalho, sim é isso mesmo - ouça, tenho um problema, posso falar consigo? - sim, sim, o seu número de conta, - não tenho, mas trago o meu cartão, -Pedro? - sim Pedro Jorge, sou eu, sabe é que tenho uma dúvida com os movimentos..- tem conta a zeros (diz-me algo que eu não sei!), - ok e tenho gestor de conta? - não, mas venha comigo o meu colega atende-o. - bom dia, sabe é que tenho um problema com os movimentos na minha conta e tive um débito vosso que me deixou a conta a zeros, e acheia a quantia exagerada para a ausencia de um aviso, por carta ou por telefone, até fui ver à Internet (já tou a gastar o meu latim), mas vocês podiam de telefonar á gente quando nos fazem débitos desta quantia (podiam não!, deviam!, eu tenho aqui o meu dinheiro, não é muito mas também sou gente) é que pareçe-me mal e desconsiderador. - pois é, eu percebo (percebes é o caralho) mas isto é uma política usada em todos os bancos, é feita a pensar em si, assim na paga juros, (pois, pois mudo é já de banco meu mal formado da merda) - foda-se quero ser auditor!
- pois é uma vantagem, (fito-o bem nos olhos, abro os braços em forma de - tu não estás lá) mas tá a ver a conta a zeros, se tivesse gestor de conta..., - mas depois faço o quê
- tente ver isto pelo lado positivo (tá inspirado o cabrão, tá a beber da minha auto-confiança do meu olhar paternalista, de quem estudou, e sabe que é bem estudar) o débito é feito quando a sua conta apresenta saldo positivo, (- assino papéis) de outra forma assim que o saldo do plafond fosse usado, eram logo dez por cento,sobre o valor pumba!! (cabrão de merda) - mostre-me os movimentos - sim claro, aguarde um momento por favor (foda-se já tou farto deste gajo, dava a volta a esta merda toda), ora (a culpa não é deles, acalma-te) aqui está - pois começa aqui, nove euros e oitenta e nove (ridículo), seriam logo dez por cento (as empresas mais lucrativas do país)! dez por cento (infelizes)!
- e voçê é? - eu? Filipe - ok Filipe, já percebi tudo, obrigado - deixe estar que confiro isso em casa, é da maneira que me inteiro por completo da situação (devia era fodê-los já e pedir quais artigos do meu contrato está isto previsto) , então adeusinho e bom resto de dia (aperto de mão), - "the shins" vou ouvir isto até que me sinta..andando
o IPJ tem sempre cenas giras, fotos do Salazar!? da-se! caguei! ..Orquestra do Algarve, hum, há dias assim, aí está o que é, Feira do emprego de 18 a 21 de Abril, aulinhas que se foda, é mesmo isto, que sono, já fui mais forte nas directas, vou beber outro Red Bull.. agarrar na bike pode ser que se fizer o percuso ao contrário encontre a merda capa, caralho pá.

quinta-feira, abril 5

Tive Razão




tem sido quase viciante a maneira como tenho escutado este musico brasileiro, sim, e não me parece que seja só pela a musica, e pela sua inegável riqueza cultural, mas por mais qualquer coisa de muito verdadeira, que está em paralelo com a expressão musical. Fui mais longe e descobri...


"Jorge cresceu protegido, ajudando a mãe a tomar conta dos três irmãos mais novos. Foi educado, fazia direitinho as lições da escola, mas inteirou-se, desde cedo, do significado do que era ser adulto. Aos 10 anos, foi iniciado em seu primeiro ofício: borracheiro." " Aos 10 anos, já havia decidido: queria ser músico e cantar. Poder um dia gravar, por exemplo, com Carlos Dafé, um mito de sua infância, que conheceu na casa da tia, mãe do também sambista Dudu Nobre"
"Vitório, o irmão do meio, morreu assassinado em uma chacina na padaria do bairro. A família se desestruturou e Jorge foi parar na rua. Vagueou durante três anos sem ter onde morar."
"Foi convidado pelo clarinetista Paulo Moura e por Gabriel Moura, a fazer teste de voz para uma peça musical. Encenou mais de 20 peças com a companhia TUERJ (Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e aprendeu vários novos ofícios: expressão corporal, cenografia, iluminação, cenotecnia, produção musical. Ainda conseguiu um canto para dormir e multiplicou amizades: integravam a companhia os atores Anselmo Vasconcellos, Antônio Pedro e Scarlet Moon, entre outros. Criou a banda Farofa Carioca. Participavam dos shows atores, bailarinos, trapezistas, malabaristas. Lançou em 1998 o Cd Moro no Brasil. Compôs para as trilhas sonoras dos longa-metragens Amores Possíveis, de Sandra Werneck, e A Partilha, de Daniel Filho."

Há sempre qualquer coisa, sempre mais qualquer coisa para se compreender