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domingo, novembro 22

Enquanto ele espera que caia a noite, é uma fase que ainda vive, a de que amanhã será melhor dia do que foi ontem. Não percebo muito de psicologia, mas custa-me a perceber que tipo de alternativas pode um homem ter quando não existem, matematicamente falando, as hipóteses de que carecem seus dilemas.

Os dias são longos quase intermináveis, duros demais.

Ele quer amar e respeitar todos quanto ele conhece, essa é a sua guerra, aonde poderá ir ele encontrar essa força? Sem concha ou carapaça feita de material insonoro?

Os seus testes são coisa de gente graúda no limite do que é pensar, o código de moral a simples atitude de beber a água que lhe irrigara antes as ideias o vento que lhe soprara outrora segredos e vontades, deixou-o apenas a si, a ele mesmo, o silêncio e o espaço para se bater dentro do que é esse nicho qual “Jardim de Éden”.

São outros mundos onde nada tem o mesmo sabor e as verdades nunca são sempre só verdades são sempre um lado desse quadro desenhado sem paixão ou amor onde não se entendem expressões faciais, traços de corpo humano, dedos, mãos e pés, tudo passou repintado a ouro com toque de desinteresse, panorama ou imagem, sem mais dimensão…lá vai ele, sem medo de não ser mais criança, lá vai ele sempre com a dor de crescer num mundo de pura desconfiança, relações premeditadas ao detalhe, sem cábulas ou calculadora para lidar com alternativas.

Lá vai ele, não sendo propriedade de ninguém, não de modo legal, carrega selo ou marca de quem não é mais inocente, vai, que força tem, lá vai ele, quase, quase em paz…lá vai ele…

quarta-feira, novembro 18

Fui fazer um trabalho ao Dondo um lugar a cerca de duas horas de distância de Luanda, acordei cedo perto das quatro da madrugada, quem disse que ser auditor é só conforto e esperar que caia o fim do mês, onde está essa pessoa, hum?

Esperei pelo meu colega, em casa para não descer àquelas horas, è uma cidade perigosa esta Luanda depois do recolher natural da maioria trabalhadora, desci quando vi a viatura, fomos apanhar o outro auditor da nossa equipa, ficava de caminho.

A luta deste acordar cedo, não é para chegar ao destino a horas, mas sim para sair de Luanda a tempo, antes que se engasgue na constante falta de circulação que tem qualquer estrada dentro ou para chegar a Luanda.

Escapávamos da cidade quando o sol ameaçava assomar daí que o azul do céu fosse tudo, outras cores como o violeta ou o laranja para nos calarem por alguns momentos, falava-se para espantar o cansaço, o sono que quase não houve no curto estacionamento que tivemos com o nosso conforto em casa.

São coisas lindas que há nesta Angola, desconhecida, os espaços verdes, outros secos nem tão bonitos assim, mas todos eles mágicos à sua maneira, roubando o tempo para pensar em merdas como essas de gripes e o camanu.

A ideia é arranjar ginástica mental para nos situarmos sem as preocupações citadinas que nos definem e definham, como seres humanos.

No fundo, existem pessoas como nós, cansados dessa obsessão pelo lucro fácil, gajos que querem descobrir o sabor dessa viagem que ninguém de bem quer fazer sozinho.

Chegados ao Dondo, fomos directos ao trabalho, tomámos o pequeno-almoço que é a parte mais importante de um longo dia de trabalho antes de iniciarmos funções. Terminados que estávamos fomos almoçar e logo nos pusemos na estrada de regresso a Luanda, tínhamos chegado ao Dondo cerca das 7:30h da matina e bazamos por volta das 13:30h comi um prato típico do buffet – Funje de Carne Seca, estava fantástico.

Tiramos umas fotos junto ao rio Kwanza, antes de deixarmos o lugar, balbuciamos algumas expectativas de uma vida ali, diferente, sem igual.

Na estrada vinha eu à pendura o Mário atrás e o Nataniel ao volante, ao fim de uma hora de viagem fomos mandados parar, era a polícia, parecia.

Sem que me viesse á ideia permaneci quieto, a polícia não era a polícia normal, eram uma espécie de serviços de fronteiras, dirigiram-se a mim e apenas a mim pediram a documentação, o primeiro caso de racismo puro chegava.

Ao meu lado estava um homem de estatura baixa, baixei o vidro automático, para perceber o que queria o senhor, sem dizer nada olhei-o nos olhos, esperei o gesto:

- Faculte-me os seus documentos por favor! Parecia mentira, mas era só o pendura que eles queriam importunar.

Pensei perguntar porquê a mim, mas a besta mirava-me com olhos de carneiro, lembrei-me de quando cumpria a segunda metade do serviço militar em Estremoz, para fugir de todo aquele mundo, subia até ao castelo e lá de cima via o Alentejo, encarava as ovelhas que lá pastavam, procurava os seus olhos e nada é um animal sem expressão, talvez fosse do vazio que me encontrava na altura, mas é um animal… como era este que se erguia sobre os seus membros inferiores, e ignorava os meus dois camaradas negros, para ter de mim qualquer coisa, só e apenas da minha pessoa.

Fiquei quieto por momentos como esperando que a besta se tocasse, esse vazio deu espaço a que o meu camarada que ia ao volante o interrogasse. – Faculta-me a sua identificação por favor? Como é que sabemos quem sois? Ao ouvir os argumentos vindos de dentro do carro aproximou-se a besta maior, perguntando com vontade de autoridade: - Qual é o problema? Olhando para o mulato, o mulato calado, foi o que decidi fazer, nem uma palavra queria dar a essas espécies de gente.

Saquei da minha carteira, puxei da carta de condução e pu-la na sua mão, apenas falei quando me pediu o bilhete de identificação, dizendo: - É só o que tenho.

Se queriam gasosa, não discuti, não lhes dei razão para crescerem para mim, fiz-me de gente digna, lutei em silêncio contra uma luta perdida naquele momento, é frustrante para começar… enfim, que país é esse!?

Cedo se tocaram, daqui não levaremos nada. Decidiram explicar, não a mim, a mim foi-me devolvida a carta e toda a ignorância possível à minha pessoa, explicavam ao meu colega que estávamos, em Angola, com dilemas em relação ao Congo, por causa das expulsões de angolanos desse país.

A mim nem uma boa viagem, um obrigado ou vai à merda me deram, e eu até agradeço, mas…

Bela razão pensei eu, querendo compreender o que me tinha acontecido ali, mas a malta do Congo não é na sua maioria de raça negra e sem mistura?

terça-feira, outubro 27

...

Vou escrever poucas linhas,

Estou em Angola, quem me conhece sabe o que foi difícil viajar neste sentido, estava com outras perspectivas, o Brasil era uma hipótese ir viver um sonho de qualquer homem de bem... enfim, pequenas coisas que fui construindo ao meu redor, que garanto, me davam segurança nos meus passos, enquanto trilhando meus caminhos.

Ainda penso em tudo o que deixei, mas procuro ser objectivo e entender o que ganhei em tão pouco tempo de estada.

Tenho um lugar onde posso continuar a progredir profissionalmente, no meu trabalho. Fiz um amigo o qual sei de facto que ajudei a ir à luta, há lutas que devem ser travadas, cultivando a coragem e a vontade de crescer de desenvolver forma de compreender mais e mais coisas que nos fogem por defeito nosso? Não acredito, somos curiosos por natureza, é coisa de animal que pensa.

Os nossos bloqueios, todos devem ter quem os liberte e sinta o alívio, ao inspirar de braços abertos, acreditando..

Fui ver baleias, jamantas e toninhas ao alto mar, um safari marítimo, com direitos a enjoos a bordo e tudo, não eu. Enquanto se vomitava de um lado da embarcação eu comia pastéis de frango e arrotava coca-cola.

Voltei e estava descontraído, esse passeio foi como elixir de espiritualidade, tinha tomado o meu primeiro "remédio" anti-stress desde que aterrei em Luanda, era puro e natural, podia finalmente dormir sobre o chão nú.

Mas quem disse que ganhar e saber ganhar é para qualquer um! Ganhei um contacto, ao chegar a terra foi-me apresentado o Angelo um jovem adulto com formação de treinador de futebol nível IV, certificado pela UEFA, perguntei-lhe, em tom descontraído, se no basket haveriam vagas para treinar uma equipa, quase fazendo musica com a conversa, o mar dos grandes peixes ensopava ainda os meus receios e explicações, com um há vontade contagiante talvez por ser imenso, puro e simples.

Trocamos contactos e fui à minha vida com as minhas irmãs e sobrinha.. nem uma hora fez, depois deste encontro. Recebi a confirmação do meu pseudo-pedido, era-me dada a oportunidade de treinar a equipa da Total, foi fantástico, é fantástico, tenho corrido atrás de tudo, pavilhões pessoas, espaços para dar continuidade a esta coisa, que é a minha paixão de criança do desporto o basquetebol.

Telefonei para o meu último treinador, recebi a ajuda necessária e o incentivo de amigo, "espero que tenhas como treinador o mesmo sucesso que tiveste como jogador", sei que não fiz muito como jogador, mas do fundo do meu âmago considero, é só isso que quero para mim.

Pois muito bem ou muito mal, foi assim que cá cheguei.








sábado, outubro 3

ela não é carioca

Vamos coleccionando relações e delas, novas sensações determinam e crescem emoções… ficamos mais ricos enquanto nos vamos posicionando ao longo da linha da sensatez, que nos fornece o balanço e equilíbrio. Essa sobriedade é o que nos permite compreender as nossas carências e excessos, percurso ou saída nem sempre está especado em frente a nós, talvez um botão se pressione para eliminar a dor.

Se eu pudesse juro que abdicava de conhecer esse tipo de amor, que tudo nos consome e pouco deixa para raciocinar, tal é a força com que nos enxovalha as ideias mais simples, fazendo crescer as mais pequenas vaidades suspensas “se for amor”, perdem-se pequenos momentos ao longo dessa dor. Se isso é o amor que canta muitas vezes o poeta, temo não querer concordar ou conviver.

Vou andando sem contudo saber sambar, ainda me sinto pobre, porque não tenho mais essas emoções e convívio que mantive, conhecer uma mulher que nos vê e reconhece é o que mais preenche um homem de tal forma que assusta… perder essa lógica que Deus fez, perder esse gozo, essa criancice que nos ajuda em idade adulta – da decisão.

Preparo-me como quase sei e posso, mas nada se resume a uma só voz, ou canção. Ás vezes entristece, com ela uma tristeza que nos dá força e alento nos detalhes ou porquês, ter que resistir ao vento e ao frio, abdicar de sonhar, jogar sistematicamente no básico, escrever o que agrade, correr por ter que ser, tudo ser e ter a mais. O justo, à justa! Procura-se:

Procuro agora o melhor para o meu mais recente futuro durante a semana – o tal sacrifício, não é um grande esforço mas vai. Alguns vazios abanam a pequena cabana que trouxe. A vontade de saber esperar, quieto.
Que o tempo melhore, eu tenha, dessa melhora registo ou diploma de cartão para emoldurar no meu quarto.



Maltinha do concerto de Dave Matthews, vamos estar todos no Rio em 2016? eh!

domingo, setembro 20

Um corpo uma vida



Parece fácil quando não nos toca a nós, lidar com todos os pequenos nadas…, partilhar todos os problemas que nos pesam de fundo, ou ideais que tememos serem banalizados por outros apenas por serem “os nossos”.

A mim, doem-me as dores de quem sempre soube fintar essa partilha honesta de sentimentos, nunca soube medir de forma estável esses pequenos nadas, que aos demais, por observação, pôde constantemente e diga-se no meu entendimento de forma simples e segura, segmentar as suas vidas em demarcadas etapas, o primeiro trabalho ou namorada, seguindo-se a carreira, casamento ou estilo de vida… por todas essas coisas, que confesso cobiço de uma forma romântica, temo por mim mesmo nunca ter esse direito – alguém me dê uma força nesta matéria por favor.

Por nunca ter cumprido a regra da partilha, carrego ininterruptamente, mas nem sempre foi assim, esses meus medos e expectativas…, espero que não seja por desconfiança de tudo, ou de apenas de mim – quero que tenha fundo de razão…

Vou me fazendo de ouvinte enquanto não me descobrem, que bom é ser descoberto! E sustentado por alguém que nos preencha os demais quadrantes de sonhos em pêndulos suspensos em paredes de fogo, distantes enquanto descrentes e próximos quando fervorosos de paixão. É bom escrever coisas destas!

Enfim mais um domingo, mas nem sempre uma lição.

Abraços e carinhos para todos vocês que possam partilhar ladainhas com outras pessoas companheiras e aos que como eu não tenham, epá não desistam, inspirem fundo. – Vão à luta!


segunda-feira, agosto 24

a visão de um homem


A visão de um homem em relação aos diferentes estágios e etapas de vida, vai-se alterando paulatinamente, de um homem que no meu cantinho se assemelhe ao que de melhor irá preencher as medidas que conservo pela feição, nada do que sei hoje faz sentido se for confrontar com quem era, ou quem fui dos 5 (cinco) aos 8 (anos) de idade tenra, traquina e pura candura, deve ser fantástico percorrer e vencer os 100 metros puros como eu em alta velocidade com toda a minha força, encaixe e determinação, determinação essa que aperfeiçoo no tempo restante.

A prática leva à perfeição, vi isso em alguns filmes de acção orientais que desde cedo bebi, daí, talvez tenha começado aos 10 (dez) aninhos a assisti-los, filmes esses em que tudo se baseia em treinos duríssimos, como dizem na tropa a fim de nos dar alento e visão sobre o que estamos fazendo, desorientados – “instrução dura combate fácil!”.

Que universidade nos ensina a ser honesto, seja qual for o contexto social ou geográfico em que nos encontramos? Hum? E a pressa quem foi que nos apresentou essa trampa? O tempo? Esse não é amigo de nada nem de ninguém, egoísta goza com todo mundo ainda escraviza machuca as vontades ingénuas do povo de longa data, que é (das ilusões)donde nasce e se lhes extrai a garra para a simpatia do dia-a-dia.

Que é feito dos cientistas que descobriam segredos de sucesso e longevidade que no entanto hoje nada sabem ou expressam sobre conceitos dados e tidos como simples, dependendo do período ou estágio de vida e experiência de cada individuo, de paz, amor estupidez ou felicidade? Num mundo louco, destravado e “livre” não há esperas, abundam atrasos e tentativas goradas, facilitam quem? Nada! Nem quem que lhes diga algo como o saber não ocupa espaço ou o lugar em que cada homem deve permanecer até se encontrar.

Pergunto que faculdade me dará a coragem de dizer que não quero ser parte do saco de gelados Calipo que são derretidos pelo sol ou sugados pelo medo de perder essa paisagem que com o tempo rapidamente se aproxima de um fim, repara que é como dedo e unha…ou que quero ser como o fundo do mar, misturando correntes frias com quentes, misterioso, jamais seco, profundo, veemente no olhar lento, farto por amplidão/dimensão.

Deve de ser bom ter quem saia a nós, parecido com a gente, o nariz, a boca ou mãos, o olhar, o nosso olhar – quente por ser da gente, em que mundo? Neste? não! nem quero imaginar, mas que deve ser interessante deve…

Como foi que te tornas-te nisso mulher? Tão cedo? Será que foi cedo?... Mamã! Esquece o tempo e sente a tua própria natureza humana, o teu corpo, mente, juízo, ilusões antes destas se evaporarem com a garoa do primeiro cacimbo.

Cresce, cresce com esse teu olhar, teu modo de ver o mundo, de perto, intensamente perto, tão perto que ao olhar para ti assim ajuizada eu próprio acredito por força maior e me reconheço.
Sem cão! eu não tenho cão! Quisera estar no Rio de Janeiro...

terça-feira, agosto 18

...

Que maçada esta, é que até me sinto forte e em melhorias a níveis que de uma forma geral considero de grande relevância, não vou enunciá-los não senhor, desta vez vou guardar-me e esperar que me perguntem primeiro o que quero! Mas nunca consigo nem me esforço por isso… pronto envio o cardápio.

Gosto de boa música e de comer razoavelmente bem, tento sempre apreciar um bom vinho tinto saber quem sou ao por do sol, quando escurece, sinto-me mal se não me cultivo, aprendendo pequenas curiosidades, leituras com molho de baboseiras e outras coisas que simplificam pequenos complexos que produzimos a partir de outrem – Sim porque a gripe não existia na América Latina os índios não usavam
t-shirts então, até que com a chegada do homem branco logo se constiparam – sempre por causa alheia.

Sou um jovem ainda promissor que detém a força de saber sobreviver e responder ás demais circunstâncias com um olhar espirituoso sobre o conteúdo.

Quero fazer coisas e não consigo, mas não porque não sou capaz, aqui sinto que tenho que subornar alguém, serei só eu, ou será que é mesmo assim…

É que não sou milionário nem tenho carro, moro na casa de meus criadores e ainda fico feliz por isso. Será essa a minha lacuna ou será que?...deva ignorar tudo isso e estudar mais um pouco ser mais profissional, investir num
look sensação e vender e vender…

Hum, que coisa! Vou tentar juntar os punhos e esperar até que a gravidade me vença a candura. Podes crer!


segunda-feira, agosto 17

mekié ou fazes ou sais daí?

Gente que se foi, gente que nos fez crescer por se ter ido, assim, sem ter deixado corda ou rasto para nos guiar – perdidos todos estamos um pouco.

Sem medo, todo o santo dia nos fazemos à luta de coração na mão só isso como arma de arremesso e é isso que nos estimula mesmo, o medo, o desconhecido… - um dia alguém me disse que temos que arriscar e conhecer outras pessoas que não conhecemos de todo – para nos confortarmos no desconhecido.

Onde me encontro bem perto do desconhecido e com uma sede enorme de vencer, crescer, vencer, perder e de novo erguer-me, lembro-me de amigos de luta (maltinha do basket que descobri e onde fui descoberto de volta) que quero que o seu carácter e força evolua em sentido positivo igual ou melhor do que o meu.

Saudades de ser o deslocado numa terra que já era minha, agora a quem me agarro? Músicas, recordações, novos amigos, amigas, projectos pessoais, gente de outros mundos, saudades demais…

Não tem outra forma, para sairmos temos que entrar primeiro e para entrarmos temos mesmo que estar de fora de cima do muro, desçam dai sejam vós quem fordes, quem não me entendeu – perdeu playboy!

segunda-feira, julho 20

hey!

era pra ser música, ficou texto, não tenho escrito canções ultimamente... Desta vez vou tentar aprender e guardar tudo o vier tudo o que couber num canto dentro da minha memória, quero inventar a minha própria história e sem me arrepender alcançar-me no fundo do mar no fundo de ti, onde sempre me perdi e torto fui à luta.

Quero contigo ensinar, contigo aprender a ser, quero contigo zangar-me e fazer amizade as pazes e breves descrições do que é o afecto, uma tarde de domingo, um quarto que espera brilhante, claro e limpo de suor, onde somos só nós dois a multidão e o prazer fazêmo-lo no chão se tal for criar a nossa rota com destino ao fim do dia.

Desta vez vou tentar esquecer e ser direito de espinha, com o carácter recto mas quero rir-me de mim dos meus esforços e sucessos, dos meus pensamentos doidos e estúpidos, da minha noção de felicidade, ao estilo de Vinícius de Moraes e abrir os braços sempre que queiras uma parte do meu calor, carinho, cumplicidade…

Não irei atrasar a emoção do que é estar vivo, de ser pateta alegre e fácil de decifrar, se bem que há quem diga que sou mesmo, mas sempre atrasei e nunca corri, sempre pesei e desisti de mim, por vezes prematuramente demais com impulso por demais sem nunca medir causa nem consequência.


quinta-feira, julho 9


Limite, marco, fronteira, demarcação, em matemática é sabido que o limite tende para infinito e que num intervalo por nós determinado nunca se chega a estabelecer onde começa e onde acaba, se balizam as fronteiras, Veloso grande despedida de solteiro, os meus sentimentos e sensações mais básicos transformam-se agora em pequenas partículas numéricas as quais nunca consigo ordenar ora por que não as defino, ora porque se auto dissipam do contexto deixando-o branco e seco de emoção sem que transpire o sangue da vida nem micróbio saliva nestas manhãs submersas de luta, luta e mais luta e cor e gente, gente descrente de tudo o que fui, e o teu casório Veloso muito à frente, saem-me das mãos coisas, quase que ideias, sem sequer as abrir todas as mais pequenas soluções de inventar ou em conjunto contigo apurar.

Só tu e eu num lugar contíguo onde o sol traz o calor… O tempo? O sol? Quem são? Estou tão longe de vós que droga me deste oh Deus que não me ouço, escuto-te mal, qual…? Sacana!

Quem sou eu, que dor é esta? Sim é minha, consome e arranha-me as entranhas profundas e eu sorrio porque sou de marca registada, em BI ou coisa parecida, porque sou pacote de sardinha em lata, de escamas de gente que engoli sem nunca lhes provar o gosto, empurro-me para a frente da linha de venda de produtos em lata almejo que me compres me leves para esse teu fogo, mas não queima porque já estou atrasado o tempo não chegou, cada vez que me lembrei perdi-te por mero esquecimento só me resta cavar a minha própria só me resta esculpir a minha própria a tua própria forma de entender o dia a dia, o que é estar em campo de batalha.

Essa panela que arde numa verde e suja combustão que me destrói e cria pressão comprime e escurece, empurro com a barriga, absorvo com a barriga…inchada mole que nem pila sem uso, pau que apodrece de desacostume, dói o estômago.
Que dor esta a minha…

domingo, junho 21

Qual Ponte sobre o mar, oh mar


Aqui como noutro lugar, não é urgente chegar o que é preciso é viver, saber que há quem nos vê e reconhece de uma forma sui generis de um modo só seu, não nosso, evitando assim que nos tornemos numa pessoa consumada apenas à sua própria imagem.

Estimulando de forma honesta com outros fundos e olhares, que sejamos alguém que representa uma pessoa inteira e completa de miúdas realizações, sem que tal nos avolume o ego de forma exagerada, senão com uma boa dose de estima.

O mar separa gentes, povos os mais diversos costumes e almas de crentes, cantar, ouvir, falar, e sentirmos é transporte que a gente procura, para chegar ao outro lado de cada qual, todos temos a nossa cara-metade, a outra margem de nós.

Temo que, pelo menos mais que uma vez a tenha conhecido, a minha cara-metade, e morrido de amores numa outra vida, todavia nesta vida apenas luto para aprender a ser um pouco mais, e viver um dia a seguir ao outro.

Aprendo a gostar de quem sou, a gostar das manhãs e dos bons dias que dou e recebo. Aprendo a gostar de saber dizer não sem que me preocupe com o que vem depois, sem que se me esmoreça a presença ou o espírito de grupo, “sei lá, a vida tem sempre razão, só sei que é preciso paixão”.

Desejar-te é querer saber quem sou, talvez por isso me maltrato. Quando não te agarro de frente com as duas mãos em sinal de grande. Porque quase nunca ouço nada, sem música ou harmonia no meu juízo. Agora escuto, escuto e leio sempre..., antes de atravessar, fiz-me amigo do medo, até com ele me enfadar!


Esta música é no mínimo interessante, se já vais compreendendo os passos que ainda vais dar...

domingo, junho 7

Alto Hama


Os dias têm passado de uma forma que me tem agradado, estou com episódios que carregam alguma riqueza de cultura.

Já que fiz viagens a lugares que só ouvia falar em pequeno, lugares em que houveram guerras de posse sobre algumas cidades como é o caso da cidade do Huambo, a quem os antigos se referem como a Nova Lisboa, que coisa por que não lhe chamaram Novo Rio de Janeiro pergunto-me se assim não lhe teriam dado o charme e o jeitinho esperto para se livrar das garras do mal que lhe assolaram, e ainda hoje se denotam nas fachadas de alguns prédios picotadas de marcas de munição de todo o tipo.

Ainda penso nos mais de seiscentos quilómetros que percorri de Luanda ao Huambo, e na tristeza que me fazia pensar ao reparar que aldeias de cinquenta pessoas separadas de outras aldeias de mais cinquenta pessoas erguiam bandeiras de partidos políticos distintos, caía em mim quando percebi, que se fosse feita recruta de aldeia por parte de determinada facção, seriam entre aqueles que empunhariam as armas será que não foi mesmo assim?

Vizinhos a lutarem e a morrerem combatendo uns contra outros, por uma coisa que ao andar na estrada me incomodava. Que coisa? Se hoje não têm mais do que tinham antes, para além dos sobreviventes que trazem chagas de balas sem condecoração nem recompensa monetária ou reconhecimento.

Chegado ao Huambo deparei-me com uma cidade limpa e que tem um certo charme chamo-lhe assim, a simpatia de algumas pessoas augura um bom sentir, e estar, é o famoso planalto central onde o povo é mais educado e à vontade de aprender a percorrer o caminho da educação junta-se-lhe um trago de humildade.

Combinado com a beleza das senhoras da região cria uma atmosfera de atitude e saber estar um Alentejo com alto nível digamos, com mais de mil metros acima do nível do mar. Esse ajuste de altitude provocou-me ligeiras hemorragias ao nível do nariz que só se soltou quando descemos de novo para Luanda.

segunda-feira, maio 25

saudade

Um grande senhor que por estes mundos grandes e azuis, andou, costumava dizer cantando: "vida louca vida, vida imensa ninguém vai nos perdoar, nosso crime não compensa", leva-nos pra todo o lugar de culto ou prazer, busca ou perfeição, não?!

Saudades de todos os meus camaradas, do meu cantinho no Bom João, e de ser o estranho da familia :o)

Pois, agora trabalho, de segunda a sexta como alguns dos mortais. Quero inventar um negócio que me livre de acordar cedo durante a semana, 06:30 da manhã precisando. Espero detalhes e boas recomendações.

No entanto os critérios a nível da temperatura ambiente foram reajustados subindo ligeiramente a ripa. Almoço em casa todos os dias da semana, e tenho feito praia, acampo com familia e amigos de Angola. Apanhei uma barracuda da primeira vez que me fiz ao mar. Foi óptimo ou ótimo. Epá gostei.

Procuro o máximo de ideais, são coisa de valor pra mim, aqui e sempre. Vou lendo Pepetela enquanto não saio de casa pra trabalhar.

Faço ginásio e estou cada vez mais forte, quase não caibo em mim de tanta musculatura. Haviam de me ver...

Encontrei-me com mais que um amigo da terrinha por cá. Foram mais saudades...
Muitas mais saudades, mas vou escrevendo até que me esqueça... mas nunca me lembro...

...nunca me lembro de me esquecer de ti.

quarta-feira, maio 6

abaixo do equador


Lembrei-me da virada do ano de estar à beira-mar com o luar, a escutar melodias entoadas por cordas de uma guitarra ladeadas por vozes de gente que se lhes juntavam com paixão paz e descontracção.

Ali, é um lugar bem diferente de tudo o que antes havia experimentado. Com experiências simples fui acalentando o meu bem-estar.

A linguagem do corpo pode trazer e comporta as mais variadas mensagens do que aquelas que vi e vivi na Europa, isso desconforta ao início mas rapidamente percebemos a postura que se nos adequa. Por ali nunca me senti só nunca estive sozinho por mais de um minuto, proximidade é procurada a todo o custo, contudo existe um padrão de qualidade requerido.

Sente-se que a luta existe há séculos, a luta é grande e constante maior do que em qualquer outro lugar.

Lutas que já vivi, umas por ser como sou, outras por não pertencer a classe estatuto social ou raça, quase me canso de pensar as vezes sem conta que fui chamado, obrigado, forçado a prestar contas qualquer que sejam a sua natureza de postura social moral ou de simples dignidade humana.

Revi a minha escola (uma das…), onde estudei se é que aquilo era aprender, uma das mais decadentes formas de ensino que experienciei. Olhei-a de longe distante do que estava ali diante de mim, sobrevivi e estou aqui qual Forrest Gump, pronto para dar e apanhar pancada da boa, ao estilo do Ernest Hemingway, procurando a satisfação profissional ao estilo do grande Michael Jordan.

Termino dentro do estilo internacional, To be continue...

quinta-feira, abril 23

O kuzola kuala ni mueniu - o amor está vivo


Primeiro porque é difícil ser esclarecido e límpido quando se nos apetece o receio cresce em forma de pressão, o medo passa a ser fascínio do amor e a convicção de qualquer acção por mais fortuita e banal que possa parecer, um incentivo que cresce se formos criativos e nos soubermos dar em espaços cada vez mais amplos e encaixar com mais segurança os baques e rasteiras que se nos põe a viagem.

O facto de estar longe não me deu noções novas perspectivas de vida diferenciadas apenas vou fazendo mais força e abordando-me e quem se cruza comigo de forma madura. Esquecer, é coisa que não sei fazer nunca o soube, gosto de relembrar mesmo que não seja sensato e que me custe ou que doa um pouco todas as manhãs finais de tardes e noites.

Lembro-me bem do corredor do meu prédio no bairro dos Coqueiros onde aprendi a andar de bicicleta lembro da vista para a Baía de Luanda que brevemente nos irão tirar com a fantástica arquitectura (selva urbana) citadina que se vai praticando todos dias por cá, com a construção de prédios gigantes na primeira fila rente á costa.

Aos meus camaradas de Faro, pessoal forte, aos desportistas aos músicos e ás gajas que nos dizem quem somos de verdade, este é meu aceno de longe, de Angola pra vós.

Tuala ni nguzo

Muandu Africano ;o)

"este video é protagonizado por um amigo da terra algarvia...e a banda é cool, espero que se entretenham e claro que gostem"

quarta-feira, março 4

Intenso

Quando me perguntas se tenho rancor ou ódio, nunca me nego, o meu mal é esse mesmo a noção de que o tenho em mim.

Quando me dizes que o meu mundo agora é só esse eu nunca me nego o meu silêncio deixa por te explicar que o fundo das coisas varia de senhor para pessoa de jovem para velho, que o medo das coisas tem que ser contornado a ritmos e distâncias sempre relativas. Esse postal que leva selo de paisagem é como tu, ainda a minha luta, a boa luta, a luta leal e honesta.

Honesta de acordo com o que são os meus ângulos mortos os vazios e fúteis espaços que me ocupam o espírito. Um passo nunca foi nem será o meu lema, temo que sempre tenha que arrastar um pouco mais do fundo, dos fundos, dos justos ou incompreendidos já que esta vida é rara mesmo. Mas sei que te olho e vejo e rezo e espero crente, de que um passo torto meu implica dois em direcção a ti.

quarta-feira, fevereiro 25

um cantinho um violão


Miúdo trouxe esse orgulho, que me fazia crescer quando me sentisse encostado ás cordas…

- Quando te sentes encostado ás cordas?

- Ora quando me querem ver o que trago cá dentro, que tanto lutei para proteger de toda a burrice e ignorância em que vezes sem conta me afoguei e cedi, quando me lançam expectativas de certezas em planos de vida e carreiras socioprofissionais, quando me dizem que o meu tempo está a acabar com segundas e terceiras intenções quando me mostram o que é o prazer que envolve a luxúria e as suas unhas rasgam-me a pele rompendo as tripas que são sustento do meu coração, e eu dou tudo, entrego tudo dentro da boa fé numa tentativa desesperada e lúcida de loucura e piela que a fé no amor seja mais forte;

Quando compreendo que vamos apodrecendo aos poucos, quando só eu suporto o cheiro da febre que é navegar em rios lentos e lamacentos de ilusões, que o meu tempo é uma procura de fome cuja comida não termina, num corrida de obstáculos cuja a gravidade da Lei de Newton me balança em duas metades da maçã, agora és leve e livre, agora és pobre e seco, como o fruto que não semeia mais que o instante, híbrido.

Esse miúdo que me mastiga a consciência que insuflo todas as manhãs com o espírito de meus pais e que sempre me esmagam as constantes fraquezas, inatas do homem que é ser completo num mundo que nunca quis que fosse o meu.

Quando sei que emagrecer é acreditar que tem alguém ao meu lado um ser maior e que engordar é ver o caos e antecipar o verde depois da queima.

É assim que me sinto quando sei que o amor é que me faz assumir e tomar as rédeas do xadrez, sei que o espírito é poesia de livros de cores e sons que me iluminam o mar de pesadelo.

Faço dos meus buracos escuros, espaços de folia, porque não estamos sós, porque não somos só nós.

quinta-feira, fevereiro 19

O tal canal


O olfacto, o meu tacto, os sentidos pertencem-me quando me predisponho a tanto, que no entanto deve de ser o elementar o que é de fundo necessário.

Nas leituras de páginas que se alternam, sem que nos possam dizer quando e que forma virá a tomar o futuro, nada depende de nada, tudo como que se desvenda, per se, em nosso leito, pairam as demais interrogações, em nosso leito vão-se também queimando algumas ilusões, descrença é um monstro que quero combater com todos os amigos que de facto curso reconhecer (queira Deus).

O mar deixa de ser o mar, passa a ser a praia um espelho do que outrora costumávamos ser, a noite deixa de ser a noite hoje quando saio, e passa a ser onde encontro-me noite após noite com os ressentidos de uma guerra (a vida é bela nós é que damos cabo dela), que tem de ser travada a todo o custo.

Onde sem probabilidade matemática, por vezes dou comigo a escutar de perto velhas mágoas de um antigo camarada de turma, resumindo-me a sua vida breve, até aquele instante num devaneio de experiências banais e que em nada me vêem enriquecer, sublinhadas pela calma e normalidade como fundamentos da experiência até aqui adquirida.

São ideias de outras vidas noutros lugares como um livro de histórias, não é o meu final de dia. Também não me empobrece é mais um canal. O tal canal. Quase não compreendo mas aceito, ou vou aceitando, enquanto cá ando. Por mim, principalmente por mim.

Vou me inventado novamente reinvestindo em quem me conhece. Vou deixar estar, indo focado em mim cada vez mais devagar numa profunda e calma busca, a cada passo lento me procuram e eu a cada passo lento me descubro.

quinta-feira, janeiro 29

welcome to - ALL GRAVE

Um arrepio tentar imaginar tudo melhor um mundo melhor, uma democracia que funcione, não a palhaçada que nos serve ao jantar a televisão nacional.

Democracias ténues sempre frágeis como a maioria dos nossos políticos – sempre com merdas por explicar, quantias que ninguém sonha ganhar, não sei se me faço entender mas dói saber que Abril foi a salvação que nos deixou nesta situação, se um governo abandona o outro abandona mais, o povo que ao fim ao cabo nada quis, é verdade, porque mais valia ter sido com tiros e balas mas que fosse de verdade, essa revolução, não a palhaçada que se nos cospem para cara de quem paga todos os dias tostões que ao fim de uma vida se tornam em milhares com milhões, impostos, seguros, portagens, favores, sacos seja qual for a cor, dói saber que ainda nada está bem, dói pensar que foi isto que quiseram os intelectuais sociais quando em revolução pensaram.

Pergunto-me se ficou aqui a revolução, para quê celebrá-la se ainda não nos vejo a todos sinceros, seguros de si, sinceros e crentes do bem que foi o legado da liberdade, iguais, parece que foi feito para os espertos poderem roubar sem nunca se preocuparem com a cifra, sempre, quase sempre desmesurada no contexto de um tão pequeno Portugal.

Gelam-se me as mãos acreditar que a minha geração poderá fazer melhor, porque no fundo também eu sei que o que somos não sabemos. Para citar os Imune “…o que éramos ainda somos, mas o que somos não sabemos”.

Raios partam os políticos, o parlamento, onde a politica é de facto virtual, porque os interesses pessoais mais pesam que as morais qualquer que seja o seu semblante.

Mais duzentos anos de democracia e talvez, talvez nos identifiquemos com o que fizemos aqui, no chão. Outros duzentos para nos olharmos nos olhos.

E ainda me falam em falta de auto estima de um país que se limita a ser fechado e parcial, em que a justiça engana, atira areia para os olhos, mas os olhos de quem, ninguém quer ver, não é falta de estima é saber que no final já sabemos quem é que se vai foder.

Cá estarei, mas entretanto finalizo…

sexta-feira, janeiro 16

Pressure, pressão para Felipão


Estive a dar uma vista de olhos ao site inglês onde, a sondagem para se saber se o Chelsea deve ou não sacar o Felipão ainda é favorável para o ex-seleccionador nacional.

Contudo a questão está em jogo, já diziam os Romanos quando a lingua que se falava era o latim, alea jacta est.

sábado, janeiro 10

Gosto do Brasiuu !!!


...Entrei nesse boteco, a intenção era a de ouvir um sambinha tomar um chopinho, ao som do chamado chourinho, como é conhecido aqui nesse nosso Brasil..., não foi só a música tudo era bom mais rico, em vogais abertas sinceras explicações da lingua de Camões que em terras Lusas nunca soubera antes respeitar, todos diferentes todos iguais, gente de lá, cuja a origem vem de onde nasce o sol, como minha namorada, dançando e animando o pagode.

Quero expressar o meu português do mesmo jeito dessa forma açucarada de mostrar quem sois, eu sou brasileiro quando não sou nada de que me lembre, porque falo essa lingua parecida com a que cresci escutando, e rejeitando a dureza da lingua materna, mas aqui também sou filho não filho da terra, mas filho da lingua, lembro-me de ser pequeno querendo falar o inglês-americano, camone, iéss...


Como que no meu inconsciente, existisse essa dor que era ferida carente de trato, e em mais que qualquer outro lugar terei que ir viajando pela lusofonia, esse trajecto para quem não sabe o que é Portugal, português falo. Ir descobrindo ao sabor de um razão desfeito em episódios cuja a imprecisão e escassez de aleatoriedade faz perder a lógica de quando exactamente isso acontece.

Portuga aqui é conhecido por trabalhar feito formiga, todo o mundo gosta de tirar sarro (fazer piadinha) do padeiro, do avarento, que trabalha de sol a sol pra comprar Boteco- bar tradicional brasileiro, onde se vendem imperiais e petiscos caseiros brasileiros- ou investir na panificação de preferencia em esquinas de bairros residênciais...

O Brasil carrega a responsabilidade de ser uma das poucas boas esperanças no mundo, quem o diz são intelectuais brasileiros que por uma razão diversa da que defendo acreditam nesse país, que confesso sempre me fascinou, não da mesma forma que me fascinam os tubarões ou a natureza em geral, outra forma mais vaidosa, sim um certa vaidade de ser a nossa lingua.

Essa crença funde-se com a minha na medida em que olhando para o que se passa no mundo, nomeadamente em Israel, nessa matança determinada pela diferença, que parece que se dissipam determinadas pela indiferença á dor, todas as crenças de ser possivel viver-se em paz e harmonia com quem difere de quem pensa ser o Homem.

O Brasil, nosso Brasil é o mais perfeito exemplo do que signica tudo o que é plural e conjunto, seja a multiculturalidade, multiracialidade, multicoloridade..., convergindo tudo para uma lingua que no caso da gente é recompensa, mas que no caso de tudo é comunicação simples, esse é o meu tesão, a comunicação!