Número total de visualizações de página

quarta-feira, maio 30

Expressão! Problema ou Solução!?

Este é um trabalho de uma aluna, que não conheço.
Mas, a Liliana tem paixão pelo que faz, sem duvida! Sabe de expressão! ;o)
A mim convenceu-me..

Roland Garros


Está aí, mais um torneio, de alto grau de exigência, com o nível dos melhores atletas do ténis internacional, é o Roland Garros.
Entrentanto, as grandes empresas do futebol, fizeram mais uma. Levaram os "putos" que ainda estavam a começar em Portugal, para Inglaterra, para ser mais preciso, para o Manchester United, é uma realidade, nos dias que correm, nada a fazer. Mas foi cedo.
Muito cedo, para os fãs dos clubes portugueses, nomeadamente o FCP.
É assim mesmo, olha, o que está a dar é a NBA, finais de conferência, com o Carlitos Barroca nos comentários, sempre em alta, a animar o ambiente de madrugada.

segunda-feira, maio 28

Mamã África


Este fim de semana foi, como eu sou um pouco também, decidido, extrovertido, eclético, chuvoso, quente, húmido, intenso, fácil sem se tornar obvio, rico, cultural, desportivo, musical, expectante, ansioso, elaborado, tímido mas destemido, foi assim.
Depois de uma semana de entrevistas, continua a perseguição ao emprego.
Pude estudar um pouco, para o teste de sábado. Foi mais difícil, pelo facto de me ter custado uma ida a Lisboa, para ver de perto o amigo, poeta, musico e actor David Mateus com a sua banda, ficou a inveja, assumida, àqueles que lá foram.
Os velhos, deixaram a casa novamente à minha mercê, partiram uma vez mais, rumo ao Alto Alentejo, o verão está aí à porta, espero que não traga tantos incêndios.
Durante a semana académica encontrei, uma prima afastada, contente, realizada, viajada, confiante, trabalha na ONU – Shooting Dogs – quem somos nós?
O Messias, por esta altura, já devia estar aí, para nos levar, a bom porto!
Qual a definição de genocídio?
Que mais posso fazer, senão abraçar a minha mamã, recordar, o que quero ser, se assim não for, quem mais serei eu – O Messias, mas será que não aparece, esse incompetente!
Africa que belo continente, minha terra, meu suor, meu sangue e paixão, quem é que lá vai, sem alterar, o seu eu, quem lhe fica indiferente? Hum? – O bater do coração fica mais limpo, mais forte, mais selvagem, vivo – se aqueles cabrões na ONU, lhe sentissem o cheiro, lhes ouvissem os contos tradicionais, bebessem a água, comessem o peixe seco, sentados na esteira de musseque, se babassem a comer fruta c’os putos, limpassem a casa, c’a vassoura tradicional, de costas curvadas… – nada! A malta não quer saber, o que está a dar é ler definições, estudar cinco anos, analisar perfis, criar altíssimos níveis de segurança, manter valores… essas merdas do costume!
Se eu continuo aqui, onde é que ela vai, onde vai a minha alma? Hum? Hum? Aonde?
Que mais posso fazer, senão abraçar a minha mamã… hum

quinta-feira, maio 24

naquela feira popular, fiquei só


Aqueles que por serem nossos amigos, se expressam da forma mais inocente, descontraída, projectando em mim os seus pequenos eus, se por pânico de se pensar na morte, que um dia nos vai apanhar a todos, de uma forma ou de outra, se por viver a vida de forma tão intensa ou desregrada.
Eu sou assim, sem me dar conta vou fazendo tudo o que sempre quis, sem me dar conta vou sendo o que sempre soube que poderia ser, o que me assusta é o ter de o explicar, aos nossos amigos, aos nossos entes queridos, que não sou mais que um ponto no universo, que o que preciso é de espaço, que o que me enfraquece são os sonhos, que o que me dá força é o querer, o quê? – Como assim o quê!
Viver homem! Desenfreadamente até que me doam os joelhos, ou que a puta da consciência se meta a atrapalhar. A perfeição é um mal que todos temos que procurar, o azeite, o vinagre, champanhe, manhãs ensolaradas, desvios ou corta-matos, vais ver que sem querer, queres o mesmo que eu quero, podes ter a certeza, que também queres ser como foste ontem, como se ontem fosse perfeito, como se houvesse tal coisa, cada um é uma pessoa.
Nada pode ser pior, não há nada pior que ser esquecido, cada vez me sinto mais preocupado com o facto, de me ter esquecido, ou de mim se terem distraído, é o que me desorienta, – naquela feira popular, fiquei só, sem os meus pais, por momentos me apercebi, que afinal, era eu que estava ali, isso é que era estar vivo? Com mil raios!
Prefiro então agarrar-me a ti meu amor, com todas as minhas forças, sem que te esqueças de mim, chatear-te a cada segundo do meu relógio, a cada dentada que dás ao jantares, nesse canto da mesa, deixar propositadamente cair, os teus preciosos bens, depois dizer que foi sem querer, querendo a tua atenção, se me afundo, te vou trazer comigo, ou me vais salvar, se te persigo, me vais maltratar, não importa, é a isso que eu chamo amor, ao medo, que te passo para enfim, por momentos me esquecer.

quarta-feira, maio 23

Tatuagens

Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar

Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão

Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti

Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar

Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim

Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão

terça-feira, maio 22

Entrevista a Valentim Loureiro

Erasmo de Roterdão – grande humanista do século XVI


"Para que a vida humana não fosse totalmente triste e enfadonha, Júpiter concedeu-lhes muito mais paixões do que razão, na proporção de um asse para meia onça.

Além disso relegou a razão para um canto estreito da cabeça, deixando todo o resto do corpo entregue ao domínio das paixões. Por fim, opôs à razão isolada a violência de dois tiranos: a Cólera, que domina a cidadela do peito, com a fonte da vida, que é o coração, e Concupiscência, cujo império se estende até ao baixo-ventre.

Como conseguirá a razão defender-se destes dois inimigos, para mais reunidos? A vida comum dos homens mostra-o com bastante clareza. A razão apenas consegue gritar, até enrouquecer, as leias da honestidade.

É rainha de quem os homens troçam e injuriam até que, cansada, se cala e se confessa vencida."

segunda-feira, maio 21

O abraço entre o Jesualdo Ferreira e o Vítor Baía


Pelo enfoque, que está a ser dado, a dois companheiros de batalha, que se abraçam porque ganharam a guerra.
o abraço, um abraço, os abraços, começam a ser um séria questão nos tempos que correm.
Ou será, que não há mais nada para falar..?

A F1 está como não se via


há já algum tempo que não tinhamos na fórmula um, quatro pilotos, em posições tão competitivas, como se tem visto, agora nas corridas, em que o novato inglês Lewis Hamilton, trouxe um estilo mais descontraido de se lutar, entre os primeiros, contudo, o britânico ainda não ganhou, o lugar na McLaren-Mercedes e toda a sua chegada à F1 foi-lhe preparada de forma organizada.
Sem que, para isso, o piloto tenha que ter provado alguma coisa. Muito bem! adiante,
- Vem aí o Mónaco sinuoso como sempre, será que o homem tem, unhas pa tocar guitarra?!
Veremos.

sábado, maio 19

acordar

acordar - passou uma semana, toda a minha vida, se passou numa semana!
esta musica, tem o humor, o sentido de humor, que eu acho vital, para acordar, sem stressar, por já ser domingo. ;o)

Passei primeiro por Roterdão


Fazia tempo que não me sentia assim. O uso que dei ao meu corpo pareceu tão pouco, ao ver-me na fila de revista ao pessoal, na alfandega do aeroporto de Faro, senti que estava perro, o corpo estava em forma, de uma forma, que ainda não sei explicar, estava pouco rodado, talvez, fosse apenas ansiedade.
Nesse dia, quinta-feira de 8 de Março, tinha feito uma reserva on-line, para passar a noite em Roterdão, se eu soubesse aí o que sei hoje, estava um bom dia de sol, pela manhã, fui dar um passeio até à Ilha de Faro, vinte e dois graus em Março, era de aproveitar, tinha alguma noção do que precisava nesta viagem, queria falar, que me falassem também, queria procurar um lugar, em que não me sentisse de fora, queria ler, num qualquer jardim, que me seduzisse, como eu invejo os que o fazem, fazem-no de forma tão simples que, é como soubessem por alguém lá de cima lhes ter dito, que essa era a forma certa de se fazerem as coisas que nos fazem bem, que nos dão o prazer, as pequenas coisas, que nos são dadas todo o dia ininterruptamente, mas que poucos as sabem aproveitar.
Queria mais qualquer coisa, mas ainda bem que se quer sempre mais qualquer coisa, quando se vai de viagem, é sinal, que algo de bom hão-de de trazer para casa.
Chegou a minha vez de ser revistado, a senhora, vestida com a farda castanha de segurança, dirigiu-se a mim em inglês, eu ainda estava em casa, mas já me sentia noutro lado, a partir daí ganhei uma maior consciência, mais europeia, sentei-me, num café, bebi uma água fresca, agitavam-se as mesas com pessoas a entrarem, a sentarem-se, a chegarem, a partirem, levantando-se com as bagagens de mão, atrás de si, deixavam mesas vazias de guardanapos usados com restos do que tinham bebido do que tinham comido, peguei no meu livro, ouvia musica dos meus auscultadores, conseguia namorar sozinho, como se o tempo fosse abrandando, a meu bel prazer, podia, observar, facilmente as movimentações no aeroporto, na mesa ao meu lado, sentou-se um homem nos seus cinquenta anos, ao estilo alemão, postura atlética, de rosto fechado, partilhamos, o que seria o meu primeiro momento de contemplação, no meio das nossas mesas, entre a frenética agitação, tínhamos um pardal, um passarinho, corajoso, que se entretinha, a colher os pequenos bocados de pão, deixados pelos putos, que não têm boca para morder os hambúrgueres, que os pais lhes traziam, pensei para mim, daqui, me vou guiar, este será o meu pêndulo, pequenas amostras de sobrevivência, pequenos glances do que é o mundo dos seres vivos.
Subitamente, acabado o espectáculo, levantei-me, fui circular, ver as free-shops de relógios, de perfumes para homem.(...)

| a foto tirou o Russo em Bruxelas|

quarta-feira, maio 16

Ai o Mourinho


"Mourinho arrested
Chelsea manager Jose Mourinho has been arrested following an altercation with officials trying to take his dog into quarantine."

No http://www.eurosport.com

Vai tudo abaixo em Portugal

sexta-feira, maio 11

que é verdadeiro e bonito

eles ou elas adoram dizer-me de uma forma ou de outra para ser assim, para não fazer assim, aceitar as suas realidades e noções pessoais do que é verdadeiro bonito, onde é que eu já ouvi isto, do que é importante.
já experimentei de tudo um pouco, ainda tenho muito para saber, do que fiz já me ensinou alguma coisa, mas agora quero aprender devagar com o gostinho meu, com o meu palato. senão que ando eu aqui a fazer, ser meu amigo, vais sofrer se me fechas assim as portas, se agarras as asas com essa força toda vou descer vou ser parvo, sim porque vou para onde eu sempre quis, já diz a sentença:
- "sei pra onde vou, não sei por onde vou, sei que não vou por aí"
sentir-me vivo e de bem comigo não é pedir muito, adoro as musicas que sabem falar disso já que o assunto é o máximo, e uma realidade entre as dependências que as pessoas "intelectualmente desenvoltas" precisam de verem existir, precisam de magoar e inferiorizar, com o intuito de se sentirem melhor e mais espertas neste caos que é o todos os dias, parem, escutem, e deixem-se ir um pouco, ou senão tenham a força e coragem para perceber que não vão e larguem o que os prende o que os oculta a outra forma de ver a vida, ouçam bem.
também eu vou ouvir melhor.

terça-feira, maio 8

Tem gente esquisita em Faro


Tem gente esquisita em Faro…tem gente esquisita nesta cidade de onde saem os medos do chão e se transformam de acordo com o grau da imaginação, onde crescem sombras, abismos ou penumbras iluminadas pelo breu na companhia de mortos-vivos de zombies criaturas de silhueta a parecer-se com o homem de alma pobre de espírito vergado de nenhuma fonte de inspiração, vem de onde esta cidade que ás vezes me detesta, que sempre me assusta sem por ventura me amedrontar, de quem foi a primeira pedra, esses tão famosos mouros.
Os que foram, os que ficaram, os que foram e não voltaram, os que vieram cá dar cá parar cá aprender e ensinar, vêem de onde, os que lá nada plantaram e cá, em casa se encontraram, cá cultivam ainda, e fazem mais fortes as vontades, os devaneios, as ambições de um qualquer ser, cá criam lavouras mais fortes mais verdadeiras mais familiares.
Sem procurar em mais nenhum lugar a saudade de sei lá o quê mais, e o vazio que em nós se depara aquando das distracções, que estranha é esta cidade,
Sei que não foram mais que muitos os momentos, mas foram alguns ou tão poucos, os loucos desta procura, neste caos, neste lugar ponho-me a perguntar, que é preciso andar, mas porque me ponho eu a pensar, neste lugar que a mim me faz vacilar, como se um filho me quisesse tirar, os amigos, se for só mais um lugar, sim, e se é só isso, e se for só isso, esse lugar dentro mim da minha cabeça que mais me diz para não parar se é isso que tu queres se é isso, bem, mal, a bem ou a mal tem de ser neste lugar que o ventre me mais implodir, que as entranhas me irão avisar, que tem mar este lugar, que tem lugar tem beira mar, que os cantos dos pássaros são livres mais livres que noutro algum lugar, vem, também sei que sabes do que estou a falar, de montanhas simpáticas, de prados viçosos, de cearas, de casitas de monte, de vaquinhas, de sonhos, se são, se o for, também sei que são neste lugar, que dentro de mim me olha me segura me não quer largar, que me empurra, se isto é ser mulher sei que vou ser neste lugar, mulher deste lugar amar e perder para me encontrar, isso que me vai ensinar este lugar, que os dia têm o tempo que lhes dá o sol e a noite vinga-se resoluta, e á noite se faz orvalho para também eles se porem a pensar e sair á rua devagar, nesta cidade, neste prado, nesta sala, neste quarto, vem que sei que vens por bem, sei que virás devagar, é estranho tanta gente esquisita me faz querer chorar, por querer ser uma, por querer ser mais uma dos característicos, dos invulgares, mas porque me sinto bem neste lugar nesta cidade, sendo que eu sou parte de gente esquiva, o bem que tem este lugar faz me querer por ti lutar, amar, que mais vou encontrar, sei que vens por bem sei que virás devagar oh pátria de rua oh nação de bairro, posso ser o que eu quiser, podes ser o meu querer, podes ser, o meu querer o meu querer o meu querer, sei que não me vou parar, sei que em mim tu estarás, a menina ainda a menina dos meus papás, sei que cá gostaria de ficar, quando me for, sei que irei recordar de ser parte de um lugar tão forte e belo que nasceu perto de ti senhor mar, e me viu por inteiro, me viu inteira, mulher de Faro, vou ficar e gostar, abraçar de mansinho todo o dia que viver, de faro apurado, esperando, expectante vontade de andar devagar, ver a minha mamã cozinhar, sei que há gente estranha ainda sei que há gente estranha neste lugar, mas não faz mal, hoje sou senhora do meu castelo, musa dos meus instintos de mulher ainda menina, diz-me que sim que somos nós este lugar, que fazemos o que somos que os sonhos são aqui que os sonhos são aqui do lado de cá do mar.

foto do goulão ver mais em "o mundo pelos meus olhos"

segunda-feira, maio 7

Vou ti dar beijinho no cangoti

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Eu te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina isso é muito natural
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer
não temos tempo então melhor deixar pra lá
a princípio no Domingo o que você quer fazer
faça um pedido que eu irei realizar
olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Carolina, Carolina
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você
Carol, Carol, Carol, ...

sexta-feira, maio 4

A lei da gravidade


Tem sido sempre assim, expectativa e decepção expectativa decepção muita expectativa muita decepção, mas o que é que se há-de mudar, é apenas isso um acontecimento natural um facto, o Manchester estava lançado o Chelsea tinha as condições os Dallas Mavericks ganharam tudo na época regular, expectativa decepção expectativa decepção, quem vinga são os cães danados os improváveis os que mais sabem esperar os que não sabem muito apenas que estão e são postos ali para lutar seja em que modalidade for, expectativa decepção expectativa decepção.
O Liverpool o AC Milan e The Golden State Warriors são a prova da raça da atitude acima de tudo o mais, o Liverpool nem tanto que foi a penaltis, as estatísticas são só números quando acontecem coisas desta natureza o facto é que os "gigantes" também caem se estiverem presos à terra se a raiz for ténue e a cultura insuficiente, se a selva é feita de todo o tipo de árvores quem ganha é a trepadeira que se aproveita das arvores que têm de crescer para cima, e se enrola até a consumir por completo, é um ciclo de fenómenos é uma forma de vida é a lei da vida mistificada no desporto com todas as nossas crenças sonhos pensamentos reprimidos, é a lei da vida que continua a viver-se dia a dia como for.
Expectativa decepção expectativa decepção expectativa…

Que não receia o perigo; audaz; destemido; resoluto; corajoso;


O treino foi bom, não tive direito a bilhete de oferta houve quem os tivesse ganho houve quem não tenha, a semana académica de faro começou foi a primeira vez que fui ao primeiro dia, o dia da Tuna da Universidade do Algarve, não se paga no primeiro dia, é um engodo, é só entrar, o que não se adivinhou fácil já que a fila era lenta e volumosa para se melhor ir passando a espera inventavam-se conversas os mais perspicazes, falou-se da lua e dos estados de humor em função da lua, as mais espertalhonas tiravam conclusões e tudo, finalmente começou a andar, com alguns empurrões de soslaio ali como quem na quer entrar, mas quer chegar primeiro, vou chegar primeiro que tu, criaram-se laços de amigos de copos enquanto a noite caia, chegou a revista da policia, tou dentro, já se ouvem as guitarras portuguesas mas, espera aí aquela miúda canta o fado? - Ah pois é.
Vamos beber copos bora lá equipa!
Parei na barraca de sociologia era bonita a rapariga tratava bem dela e ela de mim, a primeira rodada é por mim, ah, agora sim são as guitarras da Tuna mas não ouço mais nada, tenho de beber uns copos, ou dar um giro, conhecer o espaço, ui, parece que ainda agora vai começar a miséria, tou preparado dá-me uma imperial.
Mas esta manhã tudo foi mau, o mal-estar o mal-estar o mal-estar a vontade de me esconder da luz do sol onde me vou, vou para o computador, vou escrever vou aprender vou apanhar sol vou ler vou comer vou ver o que vou ser, intrépido é que o somos, intrépido, é o que queremos, intrépido, tu aí não te faças de esquecido, intrépido com vontade de viver, de saber viver,
a loira no YouTube , diz que os rapazes honestos acabam em último, dá dicas Online para engate de babes bonitas e aparentemente inacessíveis, checar os e-mails a ver se tenho novidades, que ressaca, fala dos maus rapazes diz que descobriram a fórmula antes dos bons rapazes, não se aprende nada quanto mais sei menos me surpreendo, que letargia, como se houvesse tal coisa maus rapazes, a malta quer é procriar, escolher é um instinto, coca-cola isso sim vai-me fazer bem, diz aos bons rapazes como eu para não desistir, para sermos intrépidos, que raiva que me dá a bondade gratuita, ainda por cima Online, vou continuar a apalpar o terreno se eu soubesse o que lá vem, desistia juro que desistia, mas se sou só um bom rapaz, vou ficar para aprender a ser intrépido.

quinta-feira, maio 3

से गंहस त्् feito


"Yes, you are the special one, and you sure give great copy but please stop whining - Liverpool beat you, deal with it."

in Eurosport Who's Hot & Who's Not

quarta-feira, maio 2

Antonio Lobo Antunes luta contra um cancro


disse-me o meu pai também não sabia, que o homem que mais me irritou em termos de agradar o leitor e despoletou isso em mim a vontade de melhor conhecer a sua obra em vida, o escritor António Lobo Antunes trava a batalha da vida contra o cancro.
- vai com fé campião e mantém o espirito!

Antonio Lobo Antunes luta contra um cancro

"Não acreditava que um dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como a velhice e a decadência. Tão reles. O olhar de pena dos outros, palavras de esperança em que não têm fé.

(...) Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não — sim."

– António Lobo Antunes, ecritor.

Diz o jornal Público: «O escritor António Lobo Antunes foi operado depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro, revelou o próprio na sua crónica semanal na revista "Visão".»

terça-feira, maio 1

A primavera do Alto Alentejo


- tem seis graus, a influência ou fluência de um gesto teu sobre outrém, faz-se sentir até seis pessoas - bah, lérias
- a sério que tem, vi numa série da televisão - agora só falta dizeres-me isso por correio electrónico, e ainda me dizes que tenho de a enviar a mais seis amigos ou inimigos senão os restantes passam pra mim o mau-estar e desassossego, oh Diogo isso tem algum modo de ser modo de estar, isso tem algum jeito - na sei, mas ficaste a pensar..
a GNR os pássaros andar a 90 kilometros hora o tractor o pastor a dormitar com a cabeça caida entre os ombros o vento o sol o respirar mais prolongado fazer a mija mai sossessagada ao ar livre como se deve, este é um dos melhores cenários do alentejo, a cada passo lento me procuro a cada passo lento me descubro, o campo as pessoas as velhices as idades prolongadas o nada o tudo as doenças as virtudes os defeitos as vitórias os que foram os que são recordados o vinho o pão o queijo a azeitona o azeite o tilintar das ovelhas os carraçeiros pendurados nas árvores engolidas pela água que agora abunda,
- tem seis graus o que tu fazes,
- o Guterres quem diria pai,
graças ás barragens que se fizeram, os cães a erva daninha as favas as ervilhas as abelhas e as colmeias o vizinho (que não sei quem é),
- quem diria que esteve tão perto de nós com a decisão do alqueva ahn, quem diria o Guterres,
as tascas os petiscos o tabaco o café o abafadinho de Borba (ai o abafadinho) o calor o frio a mudança do tempo o trabalho as alentejanas que belas são as alentejanas (ou as que vão ao alentejo) a pedra mármore as pedreiras as pousadas os castelos o Paço Ducal (espero que seja patrimonio mundial) os livros os poetas as princesas a plebe o rei as traições as heranças, o rio aqui era mais pequeno antes do Alqueva agora tá um mar de água, as paisagens a calma a vontade de acordar a lareira o querer o ser o saber estar o estar sem se chatear o não querer trabalhar o trabalho a vila, é uma das vilas mais bonitas de Portugal, Vila Viçosa, a Florbela Espanca os Portas os olivais a matança do porco as ancas das alentejanas as pernas o olhar o nariz as mãos o pescoço o cabelo os dedos dos pés a falar a rir a esquecerem-se dos males,
- quem diria que ao construir a barragem o Guterres se cruza-se nas nossas humildes vidas, a mata as albufeiras as chuvas miudinhas o nevoeiro as sobremesas de frutas regadas a licores os livros a vontade de copular as páscoas festas de familia, esta zona já era bonita mas agora com o Alqueva então! pfui, as águas abundam as pessoas vêm cá ver, sim cada vez se vêem mais pessoas aí, as equipas de raguebi de futebol de onze as molduras antigas os cochichos mal disfarçados as vontades de copular os espanhois as espanholas a familia as piscinas o não se ver o mar as calças de bombazine as camisas de flanela o cheiro de fumo de lareira o fresco do campo o querer viver devagar o falar devagar o cumprimentar devagar a pressa de beber e nada mais ter pra fazer o ser capaz de agradar as anedotas as saladas o peixe do rio as bebedeiras as missas São Romão São Manços a Juromenha, passa-se a Juromenha passa-se o castelo da Juromenha é mesmo a seguir à ponte, a seguir à ponte volta aí à esquerda é aí o monte, talvez me vá apaixonar aí nesse monte, por uma alentejana daquelas que deitam cheiro de mulher trago pra'aí a bicicleta e uma data de livros,
- a primavera é altura mais bonita do Alentejo, não é pai!?
- é a época mais bonita, - são as épocas de transição são as mais bonitas não faz tanto frio nem tanto calor, é nesta altura e depois é quase até Novembro. (ao ouvir falar assim posso concluir que também ele acha que são bonitas todo o ano as alentejanas as alentejanas)
o Redondo a Vendinha Montoito os incêndios os bombeiros as pensões mal pagas os reformados as farmácias o centro da Vila as feiras os ciganos os preços das bebidas (muito baixos) a espanha o vento da espanha, sabem o que dizem ao vento que vem de espanha nem bom vento nem bom casamento, as chouriças os enchidos os cavalos as touradas de rua os toureiros de coração os loucos os palhaços os que se enquadram os que se afastam o que são de má raíz os que só fazem mal os pacatos os conversadores os bem dispostos os que se dão por felizes de estarem vivos os saudosistas os revolucionários os que vieram de África os que lá ficaram, olha onde o teu pai ficou já eu lá estava há uma remessa de tempo, os que se esqueçeram os médicos os que trouxeram marcas e tudo fazem para continuar a viver os pálidos de estarem em casa os queimados de trabalharem a pedra o branco encandescente das casas pintadas a cal, e olha a Maria passando é mesmo muito bonita, como é bonita a primavera neste também meu Alto Alentejo.