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segunda-feira, julho 20

hey!

era pra ser música, ficou texto, não tenho escrito canções ultimamente... Desta vez vou tentar aprender e guardar tudo o vier tudo o que couber num canto dentro da minha memória, quero inventar a minha própria história e sem me arrepender alcançar-me no fundo do mar no fundo de ti, onde sempre me perdi e torto fui à luta.

Quero contigo ensinar, contigo aprender a ser, quero contigo zangar-me e fazer amizade as pazes e breves descrições do que é o afecto, uma tarde de domingo, um quarto que espera brilhante, claro e limpo de suor, onde somos só nós dois a multidão e o prazer fazêmo-lo no chão se tal for criar a nossa rota com destino ao fim do dia.

Desta vez vou tentar esquecer e ser direito de espinha, com o carácter recto mas quero rir-me de mim dos meus esforços e sucessos, dos meus pensamentos doidos e estúpidos, da minha noção de felicidade, ao estilo de Vinícius de Moraes e abrir os braços sempre que queiras uma parte do meu calor, carinho, cumplicidade…

Não irei atrasar a emoção do que é estar vivo, de ser pateta alegre e fácil de decifrar, se bem que há quem diga que sou mesmo, mas sempre atrasei e nunca corri, sempre pesei e desisti de mim, por vezes prematuramente demais com impulso por demais sem nunca medir causa nem consequência.


quinta-feira, julho 9


Limite, marco, fronteira, demarcação, em matemática é sabido que o limite tende para infinito e que num intervalo por nós determinado nunca se chega a estabelecer onde começa e onde acaba, se balizam as fronteiras, Veloso grande despedida de solteiro, os meus sentimentos e sensações mais básicos transformam-se agora em pequenas partículas numéricas as quais nunca consigo ordenar ora por que não as defino, ora porque se auto dissipam do contexto deixando-o branco e seco de emoção sem que transpire o sangue da vida nem micróbio saliva nestas manhãs submersas de luta, luta e mais luta e cor e gente, gente descrente de tudo o que fui, e o teu casório Veloso muito à frente, saem-me das mãos coisas, quase que ideias, sem sequer as abrir todas as mais pequenas soluções de inventar ou em conjunto contigo apurar.

Só tu e eu num lugar contíguo onde o sol traz o calor… O tempo? O sol? Quem são? Estou tão longe de vós que droga me deste oh Deus que não me ouço, escuto-te mal, qual…? Sacana!

Quem sou eu, que dor é esta? Sim é minha, consome e arranha-me as entranhas profundas e eu sorrio porque sou de marca registada, em BI ou coisa parecida, porque sou pacote de sardinha em lata, de escamas de gente que engoli sem nunca lhes provar o gosto, empurro-me para a frente da linha de venda de produtos em lata almejo que me compres me leves para esse teu fogo, mas não queima porque já estou atrasado o tempo não chegou, cada vez que me lembrei perdi-te por mero esquecimento só me resta cavar a minha própria só me resta esculpir a minha própria a tua própria forma de entender o dia a dia, o que é estar em campo de batalha.

Essa panela que arde numa verde e suja combustão que me destrói e cria pressão comprime e escurece, empurro com a barriga, absorvo com a barriga…inchada mole que nem pila sem uso, pau que apodrece de desacostume, dói o estômago.
Que dor esta a minha…