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segunda-feira, junho 30

Odiáxere!!!


Andei aos trambolhões metade do meu tempo, em frente, olhava e não via um boi. Cortei-me nas mãos enquanto te abria, pensei, como eu, também tu me querias, o sangue escorria-me pelas mãos, pingando, gota a gota, não me importei e sei que me trataria sozinho se assim me decidisse. Mas não.

Foi neste, nós dois que me arrisquei por ti, deixo-te que venhas sarar-me a ferida, sara-me a ferida gritei! De ti, não tem piada, dizias tu.

O meu tempo está contado até ao final desta semana tenho coisas para resolver, desta feita sozinho, seguro disso estou eu! De que estou sozinho nisto, disso eu estou seguro! Pois claro.

Muda-me o mal-estar, também não te dava jeito.

- Claro que queria fazer-te mal, trazer-te pra baixo comigo, é o que eu sou em dias maus, é uma parte da fórmula…, prazer em conhecer-vos o meu nome é Ninguém, ou então trata-me apenas por Todo-o-Mundo! É como me tratam os mais perdidos, conquanto tu podes tratar-me por Mal, contunda-me! Se é só isso que te importa.

Aliás atira-me uma pedra, mas não te esqueças de ao render da guarda projectar me o teu bom dia, assim fui esperando…

segunda-feira, junho 23

quem sois vós...?


Em mim, eu descubro-me em dois.
- Um que chega, vê e vence, e um outro que se esquece.
- Um que se motiva com o mundo, outro que se ajusta no meio da multidão.
- Um que se apaixona com raiva e amor, outro que se dá sem porquê nem depois.

Em mim eu vejo dois, – um que abre o peito e grita por mais, e um outro que come fruta de sobremesa sentado no sofá, – um que desliza para dignidade e a honra, outro que não defende o sucesso.

Um que se escapa dos talvez, e um outro que a “resposta” é salvação, um que chora suja e some, outro que nunca foge.

Em mim, sendo eu só um, não sei quem somos nós?!

quinta-feira, junho 19

A Grande Muralha da China


Quantas vezes no percurso da vida, me atirei de cabeça por alguma causa só minha criada por mim com base em imagens e capas desabitadas de conteúdo, essência, sem perceber que nada do que realmente importa faz sentido se não soubermos, realmente para onde estamos virados, onde está o íman que nos motiva e arrepia de vida.

Quando o sei, faz menos sentido o que procurava antes, o que vivia antes, através dos anúncios de vida perfeita de Revista, porque quando sei o que me faz correr torna-se bem mais fácil seguir em frente.

Contudo há que estar preparado pois a “nossa” vida, a vida democrática, permite opinar, ignorar, já que assenta principalmente no respeito pelo próximo.

Na escolha de tudo o que quisermos ser…

Dizer o que realmente precisamos, é, como uma corrida de atletismo de 100 metros livres que dura apenas 10 segundos (passa num instante), onde tudo o que dizemos sofrerá oposição.

-Mas carrega força, determinação garra e coração – Força Portugal!

O que vivemos antes, as atribulações e complexidades desse percurso até então é uma bem maior escolha…

Quem nos acompanha, quem nos diz alguma coisa, varia de tempos em tempos, variando de cumplicidade, de vivências, pois nada é tão duradouro – A Grande Muralha da China! Nada é tão efémero.


sábado, junho 14

...salute, fortia et fide...


Descobri que se me articulo, através dos mais diversos mecanismos sócio-culturais, melhor me vou descobrindo para os outros

“Levantar ou tirar aquilo que cobria”

Descobri que a ignorância pode ás vezes, sem sorte, muitas mais vezes que aquelas nos teriam sido importantes, banalizando-se

-ser uma bênção

“Achar o que estava escondido”

Descobri que sem ti não sou, logo não me partilho, estúpido de me dar

“Patentear; Inventar; Avistar…” – que não gostam dos que se expressam no meio da dureza do betão, em graffitis de parede,

É mais fácil permanecer calado

“Manifestar; Encontrar…” o mundo lento vai melhor, então pra quê tanta pressa, se já chegámos aqui?

Passos largos lesões graves!? – a abordagem não deve ser essa!

“Notar; Desguarnecer o que protegia”

Sem medo do que passou, descobri que sou um homem! Um simples e pensante animal, mais complexo que simples, mais burro que impetuoso, assim vou escrevendo…

Descobri que o talento tem magia, que o desabafo não traz energia,
que a coragem é: poço vazio de fundo, de ramos sem mãos, de feridas sem dor, de marcas na pele esculpidas a bronze, cor do meu sol,
não me trouxe o calor que lhe pedi antes do almoço, esqueci-me!

Porque descobri que não me querem ouvir…

“Mostrar-se limpo de nuvens; Emergir; Aparecer”

Que para crescer não tem de doer, na Europa NÃO, na Ásia SIM, sem dor com dor, descobri, amigos são obra do homem, inimigos são obra do mal

“Revelar-se; Tirar da cabeça o chapéu”

Descobri que quem vai á guerra leva, mas dá!

“Desguarnecer de defesa uma parte do corpo”

segunda-feira, junho 9

High Definition ou apenas HD, my life

“Sôr dadador posso ir pra pescina?” esse trabalho, garanto, tinha reais e verdadeiras compensações!
(Agora penso, e se o tal tubarão, assustado, me tivesse atacado)
Se calhar todo aquele jet set me criava essa barreira, o desprezo por quem tem menos, não estava em mim, como sou (gosto quando a nossa selecção ganha: Angola/Portugal)
A água turva e eu vi o animal, andava a rondar a praia faziam dias, comentei c’o Celso o sucedido, em seguida, preparei as barbatanas e os óculos de mergulho,
Eu sei lá, mas não estava em mim, não me debatia (gosto de cozido à portuguesa, e funje de peixe)
A água turva sem medo, cheio da coragem dos estúpidos, fazendo a ronda no bote, eis que avistamos o bicho
Mergulhei e nada vi, a agua turva o medo não crescia em mim, que estupidez é quase estar vivo, meio adormecido, meio morto, comido por medos de outros cresciam em mim, a minha falta de carácter era, então evidente, morria devagar, gritava em som alto e mudo
Uma caneca por favor! Em seguida duas quatro seis canecas sem favor, raiva e vontade de ir morrendo devagar
Em retrospectiva leio-me, vejo o vídeo dos U2, u dos, como dizem os spaniards, “NUMB”
- Ganhava menos do que nos jet sets, porque ali, no meio dos desfavorecidos, eu tinha um perfil, meu – saco de pancada? A Roménia?
Expo 98, tatuagens, viver como o sol, e a lua, pequenos objectivos implicam imenso sucesso, não suspeitais, melhor que passear por palácios franceses,
-“Parecia um burro a olhar pra um palácio!” –franssogueses!?
Expectativas milionárias, amigos tornam-se vultos, paixão perda de tempo, tesão?
Esse sim foi interessante, eu! Só eu! E apenas…to be continue

sábado, junho 7

sotão

Ao meu lado esquerdo tenho coisas do mar, verdes misturados com azuis, brilham quando me toco, reluzem se me sinto bem, se me guardo bem, ao meu peito a garra, que escondo e protejo junto com a paixão, se me guardo é porque sou igual a ti, menos de ti

Ao meu lado direito muita força segura a minha mão, rasgo os caminhos fechados por pequenas doenças, com cordas e lenços de papel brancos, comboios, aviões, motos, se me abro é porque sou igual a ti, com um pouco mais de mim

Vontade de voar novamente na minha bicicleta, de correr como um pássaro, ao lado da praia, bem dentro do mar, comer sem ser preciso nadar, limpar o que só me atrapalha, e nada mais, o ar liberta o vento do prazer que me dá sentir a cara nele, it’s all good. é tão bom.

vive


De ti claro que me lembro dos teus passos pequenos bem bonitos, mas o tempo é tão relativo, o amigo é tão mais amigo quando gostamos de nós, de ti claro que me lembro do olhar tão meigo bem bonito, mas o amor é tão relativo, quando um amigo é tão amigo, e eu me respeito, de nós claro que me lembro dos nossos planos efémeros e por que não dizer um pouco loucos, mas o que interessa é o caminho, o estarmos juntos, nesta vida de mãos erguidas em direcção ao céu.

De mim claro que me lembro, sempre que não me esqueço, lembro, claro.