Prefiro fazer essa escolha todas as manhãs, dizer para mim mesmo, que o mundo é um lugar bom, onde se pode ser feliz, e possa chegar a sensações de ligação com o próximo.
Não preciso que seja duro, para isso basta-me ligar a televisão, abrir e ler um qualquer jornal, esse não é o meu mundo, não quero um mundo assim, para a minha pessoa, para o meu corpo cabelo olhos mãos, preciso de me sentir forte!
É mais isso, é só isso! Preciso de sentir que lealdade e confiança são ferramentas, do nosso próprio ser, uma evolução da questão social, como tal elas estão aí, num lugar contíguo, á distancia de um olhar, de um bem querer, ou do apenas gostar, porque nesse meu mundo posso criar mais ser um pouco mais dar um pouco mais receber o teu calor…
Sem fracasso não há sucesso. Eu vou fazer esse caminho.
- Tens a sabedoria de um homem adulto e responsável. Mas e esse caminho! Como é que o vais percorrer? Desgarrado???
Surgem ás vezes as situações, algo que inesperadas, mas com um cínico sentido de oportunidade, procuram por vezes essas mesmas situações, criar uma espécie de labirinto, um sinal de que ainda estamos ao leme do nosso destino.
É nelas que me assusto com coisas que não quero ver, para com elas ter de lidar, num mundo não perfeito que exijo insisto persevero em procurar, são espelhos os olhos de outrem, a forma como me falam, como me desafiam, numa continua batalha pela forma estreita contigua, como uma relação, determina que seja, que também ela nos faz determinados, em seguir em paz, com paz. Belos ao por do sol, limpos no pensar, frescos no acordar, amados mimados quentes robustos de ideias…
Não sei se acordo, de cada vez que me dou conta disso, não sei se me julgo de cada vez que te preciso, justo ao meu lado, forte muito forte com esse tom, só teu, essa força moral. Do respeito. No respeito. O respeito.
Nesse Apreço, apareço sempre que consiga, dar-te a minha força, através da minha mão, mais perto da tua, família, querida, mulher, mar, linda, ainda linda a minha mamã.
Vem e traz um pouco do teu carinho.
Feliz dia da mãe, e parabéns a todos os que são filhos.
Não, ali! Tem dias que não são normais, vê-se com cada coisa, a sair do trabalho, o gatuno que roubou o espelho retrovisor, esses mambos só lá mesmo.
Até quando uma pessoa só quer estar na janela a ver se acontece alguma coisa, vem sempre qualquer fenómeno a acontecer, maravilha, como daquela vez em que esperei, e esperei, olhando sempre em frente para o horizonte…
– A minha vista da para a baia de Luanda, e lá bem ao longe nos dias em que o céu não traz nuvens ou nevoeiro, levantado pela garoa (do Brasil, Chuvisco; Garoento- adj. Brás. Diz-se do tempo em que há garoa),
… Consigo ver as terras mais a norte de Luanda, sem determinar quais serão, imagino serem as terras fortes, dos lugares aonde o meu pai, destemido, continuava a procurar, as suas riquezas elementares, o peixe fresco saído do mar, para a canoa do Joaquim Pescador, e dai directamente para o carrinha Chevrolet que na altura o meu papá cuidava.
(Nessa carrinha, de caixa aberta, muitas boleias dávamos até chegar na praia, muitos passeios fizemos com nossos primos por afinidade, onde o povo nunca deixava passar a oportunidade de assobiar, em tom de fala, MONANGAMBÉ que significa kaxico, criado, só criado é que supostamente vai na traseira da carrinha, complexos que ainda estão presentes, desde a escravatura, e da desigualdade.)
Gosto de pensar que mais á direita estaria o Cacuaco, onde comi pela primeira vez a fruta-pinha, o sape-sape, frutas da minha terra, e que desviando o olhar fixo nesse ponto, para a esquerda, se vê a Funda, lugar de respeito, para todo o Caluanda (aquele que foi nascido em Luanda), por essa zona fortemente arborizada, e recheada de jacaré, do Rio Bengo, o rio que abastece a cidade, eu via os enormes tubos por onde passava a água, diz o ditado, que “quem bebe água do Bengo jamais se esquecerá dessa Luanda”, pura e simples que é essa a sua verdadeira essência, simplicidade no olhar, ternura no andar, mas uma força bruta da natureza, que verga o mais alto e forte de nós, pequenos, pequeninos e insignificantes homens.
Nessas tardes em que nada de novo parecia acontecer, ou o céu se tornava matreiro, hermético misterioso encabulado, eu pequeno ainda criança olhava, para o mar da baia, então notei, a cor desse mar a mudar, gradualmente, com uma simetria calculada ao pormenor, exacta matemática, riscava a baia progredindo na minha direcção, e do nada rebentava uma poderosa trovoada, que chuvada… o resto?
Aquele cheiro fresco da terra molhada, tomava conta das minhas narinas, me tocava, era ali que eu me apaixonava, sem saber que doença é essa, da água do Bengo, da manga, da kizomba, do funge, do peixe seco, aiué Angola no meu coração.
Trata só bem dos meus ya!? Que eu depois vou lá te visitar!
Fazia calor pra caraças, e eu e a minha mana num lugar novo, totalmente estranhos naquele novo universo, na nossa Africa a nossa Luanda, minha mãe foi connosco no primeiro dia de aulas, eu ia pra terceira classe, a minha irmã estava já na quarta, era a ultima classe antes de ir embora, abandonar a primária, e conhecer as complexidades do mundo e das ciências exactas.
Enquanto seguia a minha mana ia reparando nos pioneiros a jogar á “bola”, sim porque não era uma bola, ou melhor, raramente havia bola, foi algo que fui descobrindo ao longo do tempo.
Eu ainda estava atordoado com o facto de ter abandonado, a minha escolinha em Faro, onde tudo se estava conjugando, passava os intervalos a olhar pra longe, havia um sitio que descobri, era o meu cantinho especial, no meio da algazarra que era o recreio, só ouvia o mar, pois era pra onde me levava a vista, para a Ilha de Luanda, ali ficava a comer o lanche que me haviam preparado em casa, bebia agua do meu cantil, e nem co’a minha mana partilhava esse lugar, que egoísta fui, talvez a tenha levado a conhecer mas no fundo ela também sabia, que não era o que nos precisávamos, tinha o saber de quem é mulher já africana, quente e irmã, como não gostar? Só se for doido!
Fui-me desligando de mim aos poucos, mas quando me soltei fui também eu um pioneiro que cantava o hino com orgulho todas as manhãs, partilhava o meu lanche com o máximo de pessoas que conseguia.
O recreio tornou-se um jardim virgem, por explorar, andei à porrada, fiz amigos, joguei à bola, comi tambarino agora sei que lhe chamam tamarindo, directamente da árvore, gigante essa àrvore, que tempos esses nem sei como hoje, em Portugal neste momento em que a minha vida ainda complicada, me fui ligar a isso, é o que dá ver as fotos daquela marginal, onde corri pela primeira vez e nunca mais parei…
Aproxima-se a passos largos, a hora dos homens na NBA, com H grande, a modalidade "bota fora" "perde sai, vai pra casa da mamã", este ano vai ser interessante! eu espero...
"Thierry Henry fears his scoring instincts have been dulled by playing on the left wing instead of centre forward at Barcelona." no eurosport
Já não basta o facto de ser mal abençoado devido aos seus dotes fisicos e técnicos, com o facto de ser um dos mais veloses atacantes do futebol mundial, ser um dos melhores jogadores do mundo, e ganhar o que para muitos só em sonhos, se deliciarão. O Henry tem medo de não ser capaz de meter mais golos..., desculpem amigos, mas hoje não tou com disposição - só me apetece gritar corre e joga à bola meu!
“Moss! o que é que fazes aí? na há choq nem berbigão…”
Poderiam ter sido estas as palavras do personagem que tomou parte do tempo, tentou tomar conta do palco, diga-se de passagem que não tenho saudades de ouvir aquele em particular, mas faz parte porque foi noite aberta, ou se preferirem todos aqueles que saibam tocar podem tocar se a isso estiverem dispostos.
E é nesse lugar, que pelo meu amor à musica eu considero muito especial, (…pelo facto de que nesta cidade a malta quer é vender musica electrónica alta - parece que pessoas a fazer musica se tornou algo de menos valioso e consequentemente um mau investimento enfim, é a democracia ou ditadura da maioria, detentora dos bares da night são eles quem ditam as marés e correntezas, deste nosso ALL-GARVE…), adiante,
A Associação Recreativa de Músicos de Faro, detém agora um novo conceito já bastante conhecido dos primórdios da música livre ou jazz, assente essencialmente na improvisação artística-musical, nos Estados Unidos não só mas também, em lugares de renome internacional passo a citar:
- New Orleans, Chigago ou a famosa Big Apple, noites de “open jam sessions”, são conceitos já de outrora estabelecidos e muito respeitados e admirados pelos apreciadores do talento intuitivo, em que, com a naturalidade das notas musicais enviadas facilmente se percepciona um novo tipo de arte.
Desta feita, poderá ser apreciado, em condições favoráveis entre portas, com a nossa loira nacional a amiga imperial, este se torna, garantidamente, em mais um destino nocturno, em que o improviso e boa vibe serão a pêndula da qualidade das noites farenses, tu podes dar o teu contributo acompanhado de amigos ou se estiverem simplesmente numa onda de ouvirem coisas novas, poderão desfrutar e abrir a mente a coisas diferentes da já triste e usada lenga-lenga da “volta dos tristes”.
Muda o disco e aproveita, será assim todas as quintas-feiras num cantinho perto da ria formosa na rua dos graffitis paralela à linha do comboio em Faro.
“- Aquele gajo do youtube costuma arranhar lá qualquer coisa quando calha…” “- Qual gajo? – aquele, que canta só tu e eu…serás tu… qualquer coisa assim..”
Gosto sempre… Gosto de pensar que no atropelo de amizades de circunstância, mas necessárias, no silêncio de fins-de-semana calculados ao centímetro, de grupos de amigos que se parecem com equipas, mas não se ganha nada, nesse jogo do social, desprezo sempre! Não tenho jeito, graças a Ti! Senhor!
Odeio para caraças aquelas conversas sobre a vida, não A VIDA, a vida de quem? Do fulano ou senão do citrano também serve…
…Falar só por falar da vida de alguém que, como pessoa é boa, mas diferente de nós não está indo tão bem. As dificuldades do percurso o cinismo de fraca qualidade que, percebo-o no terminar das conversas, sem ponta de graça, sem impulso ou estimulo humano no sentido de intensificar amizades, falo de compaixão de generosidade pura, é raro de se ver, de se criarem novos laços, é aí que eles aparecem, os momentos, esse momento sem lamentos ou resguardos, por muito distantes que se encontrem as pessoas tem de haver estimulo, mas nada de novo.
É mais fácil, e certamente mais “barato” simplesmente constatar o facto: - Pois é pá está difícil – mas não desanimes. Caramba nada de novo, nenhuma brincadeira nova, se calhar ainda assim me sinto bem, eu sei que não desanimo, com pessoas sem o mínimo interesse no sumo da resposta, epá odeio esse marasmo do sei lá, que querem que faça, desentendo o talvez, o porquê e o se dessa questão complicada, o permitido e correcto interesse apenas na forma como se movem os peões qual tábua de xadrez, rasa e calculada, a cores ou preto ou branco sem mistura sem frescura.
Caraças como gosto de pensar que sou diferente, que se me estou cagando, assim terei de ir andado, livremente caminhando, na dor também faz parte, no amor se o conseguir fazer, realizar, será sem dúvida a minha obra de arte, no trabalho, aí caralho!
Nada de grandes esperanças, tudo bem isto é normal, passar bem para depois passar mal, mas será isto? Acho que sim, talvez é mesmo normal, mas eu sinto que esta merda só em Portugal.
Quando sinto que não me pertenço, ou que simplesmente não sei, ou penso que não sei estar aqui, não é porque estou de fora, ou posto de parte.
Mas porque agora já sei, que tanto há para descobrir, que me perco, tanto há para ver que me cego olhando directamente para a luz do sol, livros para se ler realidades para saber que me sinto duro se não mesmo burro!
A vida que vivo não é a que escolhi? As prioridades não são as que eram? Acho mesmo que não!
Nada! É assim tão simples, o tempo é quem dita tudo, é quem dá resposta, e retira incógnitas e interrogações, é quem encolhe e enche corações, talvez seja ele, esse senhor de todo o universo, que tal como um conto de fadas, aparece quando não o sabemos, dar-lhe o real valor, e vai-se-nos escapando por entre os dedinhos dos pés quando o queremos ao nosso lado, num lugar contíguo, para juntos caminharmos ao por do sol.
Quando sinto que pertenço aqui, que sei realmente quem sou, que o meu lugar é neste mundo.
Apetece-me ser mais, e mais qualquer coisa, quando estou por dentro de mim, quando estou em mim!
Peço, tal como Gideão pediu a Deus durante a batalha, que o sol parasse, que o tempo, esse senhor de toda a matemática universal, que não se mexesse, miraculosamente, dizem os livros dos antigos que, conseguiu, depois acordo!
Porra! Tinha de me inundar de merdas destas, para me foder a cabeça!!!
O novo ano de 2008 continua percorrendo o seu leito, devagar nas zonas mais profundas e amplas, depressa aquando dos baixios e estreitos, sei que é o melhor que se assemelha a equiparar com as atribulações do viver, do ser vivo, o curso do rio.
Os meus desejos de ver melhoras para o novo ano rapidamente se esfumou, não com a lei anti tabaco, infelizmente não, porque nesse sentido a vida vai melhorar, mas não a esse sentido me quero referir.
Ao ligar a TV, deparo-me com as politiquices mal feitas, privadas de respeito, pelo povo, por quem não tem que perceber um projecto complicado, projectos complicados, como as reformas da saúde, com as discussões que nem se lhes podem chamar discussões de café, é baixo demais, são uns animais estes senhores supostamente superiormente educados, que se abordam de forma vulgar e impressionista, como se estivessem num circo qualquer, daqueles que os palhaços até se podem magoar, apenas com intuito de dar a entender que eles valem alguma coisa.
Rapidamente me aborreço…
Não vejo a hora de chegar o sol quente, mas também não quero ser doente Sei que estou melhor em Portugal, mas querida não me leves para o hospital E a viver neste estado, em que tudo se paga, público ou privado O dinheiro que eu tinha, é o meu bem mais procurado E na TV é o que se vê, Os ricos fazem papéis em troca de dinheiro Dignidade? Tens aí pá troca? Sei que morre tanta gente, mas já ninguém se toca
É tão bom estar vivo Mas rapidamente me aborreço
Sei que eles são especiais, piadas com gosto Mas meus caros. É dinheiro a mais Heróis de manchete, caras de plástico Meninos de bem, mas no fundo ninguém se quer bem
É tão bom estar vivo Mas rapidamente me aborreço
A opção de estar bem na vida, não me obriga a fazer nada disto a escrever nada destas coisas, que dizem respeito a cada um…
Mas a cada passo lento me procuro, a cada passo lento me descubro.
Para onde nos leva essa globalização, o progresso económico, e todas essas conjecturas em prol de uma riqueza efémera na maioria dos casos?
Parece que a resposta já foi dita inúmeras vezes, pois tal é a fé com que os “surdos” ouvem e acreditam nestas histórias, e os “cegos” esses prevêem um futuro brilhante.
Grandes “pestes” nos destroem, agora mais silenciosas, lembro que nos anos oitenta, era como que permitido falar “da sida”, agora o Sr. SIDA, TABU!?
Sim que ele ainda vai encher os bolsos a muita gente, desde que o Magic Jonhson, se tornou num dos embaixadores silenciosos da cura, o segredo da cura, esse, tornou-se numa nas maravilhas do planeta, qual Coca-Cola.
E a educação? Isso mesmo ler, instruir, formar, educar. Será que estamos a ter cada vez mais jovens sabedores, com certeza que sim, esse é um dos caminhos, mas não se enganem que não é ainda prioridade, na maior parte dos países.
Lembra-me a Venezuela, em que o Chavez, desde que tomou o poder garante uma refeição por dia a todos os alunos de maneira a convidá-los para irem à escola, são tretas, são só coisas, o dinheiro dá para bem mais, bem mais, não se iludam que o petróleo é soberano.
Ou armas, os suíços ainda fabricam armas, para além de chocolate…
E as mulheres? Meus caros amem as vossas mulheres!
Sejam amigos desse ser magnifico que o mundo não está fácil, saibam que, a industria mundial do tráfico de mulheres é geradora de aproximadamente quatro mil milhões de dólares, e a tendência meus caros, se tiverem a coragem para sair à rua, pelas nossas ruas, no nosso Portugal, o que mais se vêem são cada vez mais lojas de prazer, com cada vez mais glamour, não contribuam para o aumento dessa merda.
Saibam que foi feito um estudo estatístico em todos os continentes, em 2004, o estudo revela que dos indivíduos portadores do vírus da sida, com uma idade compreendida entre os quinze e os vinte e quatro anos, 75% são jovens mulheres.
Com tendência a aumentar…
Queria falar dos aspectos positivos, do que vem lá, mas sei lá, descubram vocês, que já estão avisados do mal que nos rodeia. Saibam o que se passa na Índia na China, essas, que se não houverem boicotes, do tipo novas doenças, terrorismo, serão um lugar novo, com enorme potencial, saibam mais…
E se não nos descobrirmos mais teremos um ano novo para exalar o fresco do nascer do sol no todos os dias, eu quero isso para mim, depois de estar a ler livros que mostram um mundo cada vez mais manipulado e indiferente, decidi partilhar convosco um pouco de mim, hoje, aqui, sentado na sala com a enciclopédia da Lello Universal ao meu lado, dando-me o “seu” parecer sobre questões do foro gramatical.
Se no beijo da vida me ficaram em falta as palavras para descrever o que mais me fortalece, eu irei repetir, um post com o qual gostaria de me identificar de forma intemporal.
Não conseguia dormir, até que me lembrei de ligar o ipod para ouvir uma voz suave que me embalasse, me fizesse esquecer, e assim adormecer…ao invés acabei por me lembrar, foi do forte vento que soprava em tempestade que com a mistura da musica da sade, kiss of life, me fez sentir remorsos, de ter “perdido” uma amiga há tempos atrás, e talvez até ganho uma inimiga. -sim, ou sim ou sopas,
Lembrei-me da última mensagem que recebi dela, “não sei se vou voltar a ser tua amiga” dizia, abalei, pensava para mim, que mal fiz eu!? Devo ter sido péssimo! Para me responder assim, continuava, será que há tempo neste mundo que nos valha, para limpar a merda que nos cobre? – Não sei, sinceramente, mas espero o tempo que for preciso.
Comeu-me as entranhas ler essas palavras, ali, senti que tudo estava no chão, mesmo tudo no chão.
Só o amor á vida nos pode dar algum senso de perspectiva nesta altura, a luta de ser feliz será esse o seu contratempo, aleluia irmã.
Quero aproveitar os dias que seguem, nos entre tantos de sorrisos e cólera, soluço balbuciando pela casa enfermo de whisky, cansado de chorar, sem pena de mim, apenas resignado com a vida, resignado com a condição que é vida dos homens sem fé nos outros homens, na natureza, na humanidade, mas não eu, apenas chorava por me encontrar naquele lugar…
donde se alcança o horizonte, e donde se vêem os homens caírem de tanto lutarem, ganharem, perderem, lá do alto donde se percebem as vicissitudes dos abraços fortuitos que se recebem, em mensagens sem grande carga, ainda assim estão lá os pequenos traços da ilusão do que é querer viver em harmonia,
…daquele lugar lá do alto do cume, em que me vejo sentado sozinho, ao sabor não do vento forte e frio que sopra, mas das brisas frescas de verão, com fé de que se houver reencontro, estejamos os dois em paz, que mais se pode querer, que mais se pode pedir, com os anos de aperfeiçoamento ou melhor será dizer sofrimento, que estejamos os dois em paz, para então nos perdoarmos em paz.
"Minha aventura é a Sagatiba, minha aventura é a Sagatiba Saga quer dizer em busca Tiba quer dizer eterno Sagatiba eterna busca do valor mais puro Da pureza dos olhos de quando se ama... alguém Do calor, da beleza, do sonho puro Da delicadeza, do lábio que beija, da leveza das mãos que te fazem carinho Do atleta que veste, que sua a camisa De uma mão que segura, outra mão que precisa De uma vela que acende pra reza da noite De uma gentileza bonita que se faz aqui e ali Nessa vida pro bem Nessa vida pro bem"
Prefiro ser Essa metamorfose ambulante Eu prefiro ser Essa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo...
Eu quero dizer Agora o oposto Do que eu disse antes Eu prefiro ser Essa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor Sobre o que eu Nem sei quem sou Se hoje eu sou estrela Amanhã já se apagou Se hoje eu te odeio Amanhã lhe tenho amor Lhe tenho amor Lhe tenho horror Lhe faço amor Eu sou um ator...
É chato chegar A um objetivo num instante Eu quero viver Nessa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor Sobre o que eu Nem sei quem sou Se hoje eu sou estrela Amanhã já se apagou Se hoje eu te odeio Amanhã lhe tenho amor Lhe tenho amor Lhe tenho horror Lhe faço amor Eu sou um ator...
Eu vou desdizer Aquilo tudo que eu Lhe disse antes Eu prefiro ser Essa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo...
Do que ter aquela velha, velha Velha, velha, velha Opinião formada sobre tudo...
Há algumas semanas atrás, desloquei-me até Lisboa, tinha na ideia ver ao vivo, um espectáculo de musica com uma nova sonoridade, em português mas mais doce, um estilo de anos oitenta, estilo funk, com um sambinha de pé de chinelo, e uma das personagens que mais me tem cativado nos últimos meses, de forma fascinante, pelo timbre da voz, e pela carga de emoções vividas que comporta ao cantar.
É difícil ficar indiferente, porque é bom, tem qualidade, é descontraído para caramba, e a musica é verdadeira, eu gosto.
Foi o máximo, do nada fez-se o tudo, e, por mim teria ficado por ali, o momento foi simples, mais simples, não podia ter sido.
Um tipo de pessoa como o Seu Jorge, é um exemplo para todo o mundo, para nós para a humanidade, temos de saber ceder e deixar que da tragédia nasça o artista.
Foi assim que aconteceu na realidade brasileira, e julgo eu, tem sido assim desde que o homem é.
Pois é, mas tudo tem que ter um pouco de caos, de tragédia, não se deve sequer, evitar de todo essas duras verdades, para quê?
Se eu só estou aqui de passagem, vou aproveitar e beber o néctar doce que nos dá a provar a vida.
"Para que a vida humana não fosse totalmente triste e enfadonha, Júpiter concedeu-lhes muito mais paixões do que razão, na proporção de um asse para meia onça.
Além disso relegou a razão para um canto estreito da cabeça, deixando todo o resto do corpo entregue ao domínio das paixões. Por fim, opôs à razão isolada a violência de dois tiranos: a Cólera, que domina a cidadela do peito, com a fonte da vida, que é o coração, e Concupiscência, cujo império se estende até ao baixo-ventre.
Como conseguirá a razão defender-se destes dois inimigos, para mais reunidos? A vida comum dos homens mostra-o com bastante clareza. A razão apenas consegue gritar, até enrouquecer, as leias da honestidade.
É rainha de quem os homens troçam e injuriam até que, cansada, se cala e se confessa vencida."
(Erasmo de Roterdão)