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quinta-feira, julho 3

Angola - o que está no princípio


Depois de ver tamanha enormidade de ridículo, que é toda a guerra, achei que deveria escrever qualquer coisa no meu blog, contudo, fiquei apreensivo ao reviver essas memórias. - Que posição irei tomar ao certo? Pensei para comigo.


Mas o que é que eu afinal, realmente vivi? O que é que me foi tirado de verdade? Nada!? O nada é tão relativo, e tudo é por nós agradecido, para sempre, com a graça divina, que é a de continuar a estar, vivo.


As rusgas, o recolher, o alerta, o antecipar do mal, a escassez dos bens alimentares, o açúcar, a farinha, o leite, o feijão, o arroz, o sal. Quem viveu essa realidade, a força estará sempre consigo.


Angola – sem duvida a bela mulher africana! As suas curvas largas e bem desenhadas, dão-lhe aquele jeito de quem parece saber o que quer, deixa-me em paz! Grita ela, um grito mudo, que se ouve bem, que se nota num olhar cego. Perto de quem tem coragem e coração de irmão, de sangue de amor. Não tem mais…


Senti-me, posto de parte, mas quem sou eu para falar de um país assim tão grande, forte.


Num idealismo vendado pela insipiência, se assume: - é bem capaz de defender-se sozinha!


Mas essa nunca foi a verdade do fim. Foi sempre a verdade do inicio, do esquecimento, da negligencia, por aqueles que já nada têm por que lutar…


Esse gigante assemelha-se ao infortúnio das histórias românticas, em que nessas histórias, a mais bela e forte mulher será sempre enganada, despeitada. Despeitada por excesso de amor, por excesso de beleza, por uma delicadeza de andar, por essa tua inocência no olhar…


Sei que não fui capaz de te amar, mas amo-te do fundo do meu coração, sabendo que… – Eu não sou quem tu és!


Conheço-te mal, apesar de tanto pensar em ti, contudo, um dia em de te dar um fim. O nosso fim.